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BANIF resulta de uma “conspiração de silêncios”

Marisa Matias acusou o Governo anterior de ter encoberto a situação do BANIF por “taticismos eleitorais” com a conivência total do Presidente da República e do Banco de Portugal, e defende que é preciso encontrar “soluções que não onerem mais os contribuintes”.

Numa curta declaração ao jornalistas, a candidata presidencial afirmou que o que se está a passar com o BANIF é mais um capítulo “da farsa que vivemos nos últimos anos, que o que foi feito tinha servido para arrumar a casa e para garantir a estabilidade e consolidação das contas públicas”.

Salientou que “não só temos um país mais instável, como ficou provado que o sistema financeiro não está minimamente estabilizado” devido a uma “conspiração de silêncios” posta em prática, pelo Governo anterior, e “com a conivência total do Presidente da República e do Banco de Portugal”.

“Os portugueses estão fartos de resgatar bancos, e portanto, nós precisamos de encontrar soluções que deixem de onerar os contribuintes, e precisamos, de uma vez por todas, de ter uma Presidente da República que seja o garante de estabilidade de vida das pessoas, e não dos interesses económicos”, destacou.

A candidata lembrou que a solução encontrada já deveria ter surgido há três anos quando “foram injetados 1100 milhões de euros de dinheiro público nas contas do BANIF, teoricamente para responder a este problema e resolvê-lo”, e acusou o anterior Governo de se ter escusado a intervir, tendo preferido transferir responsabilidades para o Governo seguinte.

Marisa Matias lembrou igualmente que “toda a gente sabe que o Presidente da República estava a par desta situação”, mas que também ele preferiu ser o garante dos interesses económicos, em vez de ser o garante da estabilidade da vida das pessoas, como é a sua função.

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