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Atentados de Paris: A resposta passa pela solidariedade e não pelo ódio

A porta-voz do Bloco Catarina Martins e o líder parlamentar Pedro Filipe Soares reagiram aos ataques de Paris, prestando a sua solidariedade para com a França. Segundo os dirigentes bloquistas, a “consternação tem de ser ultrapassada pela solidariedade, não pela vingança”. Também a candidata presidencial Marisa Matias sublinhou que é preciso perceber "as causas e razões destes atentados" e trabalhar para “acabar com o terrorismo".
Illustration by @jean_jullien.

Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, expressou a sua "solidariedade e dor". "Os atentados desta noite são hediondos. Somos todos parisienses", escreveu na sua página no twitter.

 Durante a apresentação da candidatura de Marisa Matias à Presidência da República, que teve lugar em Coimbra, a dirigente bloquista lembrou ainda que "a Europa tem tido sempre as piores das respostas a todos os conflitos".

“Consternação tem de ser ultrapassada pela solidariedade, não pela vingança”

 "Estado de emergência decretado em França e fronteiras fechadas. O coração de Paris foi atacado. Em Paris, solidário com a França", escreveu no twitter o líder parlamentar do Bloco, que se encontra em Paris para assistir à Cimeira por um Plano B na Europa, juntamente com os dirigentes bloquistas Joana Mortágua e Luís Fazenda.

 "Os assassinos procuram impor o medo e o ódio. A consternação tem de ser ultrapassada pela solidariedade, não pela vingança (...) Nas imagens das TVs, nas ruas desertas ou nas sirenes que se ouvem, o medo e o ódio espreitam. Não os podemos deixar vencer", referiu ainda Pedro Filipe Soares noutra nota publicada nesta rede social.

 Contactado pela Lusa, o dirigente do Bloco destacou que "momentos como este confrontam-nos com o pior que a humanidade tem e exigem o melhor que a humanidade nos pode dar".

 O caminho nunca se fez pelo ódio

 A candidata presidencial Marisa Matias, considerou que o caminho nunca se fez pelo ódio, e sublinhou que é preciso perceber "as causas e razões destes atentados" e trabalhar para “acabar com o terrorismo".

 A eurodeputada afirmou ainda que o caminho não passa por muros, mas pela aplicação da conceção básica da humanidade e da dignidade, salientando que a Europa não pode enfiar a cabeça na areia.

 Os ataques desta sexta-feira em Paris, que levaram o Presidente francês a declarar estado de emergência e a encerrar as suas fronteiras, já provocaram a morte a cerca de 140 pessoas e fizeram dezenas de feridos, segundo fontes policiais.

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