A campanha surge por iniciativa da Rede sobre Trabalho Sexual, que junta organizações como os Médicos do Mundo, a Liga Portuguesa Contra a Sida, a UMAR, a Obra Social das Irmãs Oblatas, entre muitas outras. E foi lançada em parceria com o GAT - Grupo Português de Ativistas sobre Tratamento de VIH/SIDA. No vídeo podemos ouvir depoimentos de profissionais de várias áreas do trabalho sexual: um stripper, uma prostituta, uma operadora de linhas eróticas e uma atriz porno.
"A imagem vitimizante que é associada à globalidade das pessoas que exercem trabalho sexual é discriminatória, parcial, simplista", acusa o texto de apresentação da campanha. Uma imagem que "não ilustra a esmagadora maioria dos casos e apenas mantém na marginalidade, reforça o estigma e os episódios de discriminação sobre estas pessoas", acrescenta o texto.
“O que queremos mostrar é que há, no universo de pessoas que fazem trabalho sexual, muitas que seguem o seu livre arbítrio, sem estarem sujeitas a coacção”, afirmou Sara Trindade ao jornal Público. A ativista do GAT e coordenadora da campanha disse ainda à Lusa que «noutros países, esta é já uma questão há muito ultrapassada», vincando que «já é tempo» de estes trabalhadores serem considerados e respeitados enquanto membros da sociedade e verem reconhecidos e facilitados o «acesso pleno a um estatuto legal».
A campanha pretende abrir caminho à mudança da lei portuguesa e para já apontam o modelo legal aplicado na Nova Zelândia como um dos «melhores modelos legais para proteger a saúde e bem-estar dos trabalhadores do sexo».
Associações lançam campanha "Trabalho Sexual é Trabalho"
10 de outubro 2012 - 1:22
Várias organizações ligadas ao trabalho sexual lançaram uma campanha para combater a discriminação e reclamar o reconhecimento desta profissão. O vídeo da campanha está a ser partilhado nas redes sociais e pode ser visto aqui.
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Trabalho sexual exige direitos e reconhecimento para combater a marginalização, defende a campanha.