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Artistas palestinianos pedem boicote à Eurovisão

Cerca de 120 artistas palestinianos assinaram um apelo internacional de boicote à Eurovisão. Os signatários pedem que os finalistas se retirem da competição, evitando “participar na agenda explícita de Israel de usar aparições de artistas internacionais para branquear os seus crimes contra a humanidade”.
Fotografia: ipsc.ie/eurovision
Fotografia: ipsc.ie/eurovision

Publicada no Irish Times, a carta começa por afirmar que o centro que receberá a Eurovisão foi construído no topo de uma aldeia palestiniana que foi etnicamente limpa. Por sua vez, a Eurovision Village, onde os fãs irão celebrar, fica num parque construído em cima de Manshiya, um dos mais de 500 locais palestinianos destruídos e esvaziados de palestinianos para abrir caminho para o apartheid de Israel.

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Lembrando a Faixa de Gaza, “onde Israel enjaulou dois milhões de pessoas” e de “onde quase ninguém e nada pode entrar ou sair”, os artistas palestinianos, “brutalizados, sitiados, ocupados e exilados” afirmam não poder “oferecer o brilho e o glamour da Eurovisão”. Em vez disso, podem “oferecer algo muito maior: um lugar nos livros de história”.

Lembrando ainda o exemplo do apartheid sul-africano, pedem o boicote aos finalistas da Eurovisão, afirmando que a sua história “não está escrita” e encorajando-os a escrevê-la.

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