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A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse esta sexta-feira, num seminário sobre envelhecimento, que é necessário fazer uma reflexão sobre a necessidade de aumentar a idade da reforma, devido ao crescimento da longevidade e da vida activa.
"Se nós aumentamos a longevidade, por que não aumentar a idade da reforma, dado que somos mais activos? Hoje os 70 anos é o limite de trabalho activo na área pública e o direito à reforma é mais cedo, está nos 62,5 anos. Mas eu diria que aos 60 anos temos ainda muita capacidade e vontade de trabalhar. Isto merece uma reflexão", disse a ministra.
Actualmente, os trabalhadores do sector privado, que obtêm a sua aposentação pela Segurança Social, podem ir para a reforma sem penalizações aos 65 anos de idade e 40 anos de descontos. Para os trabalhadores da administração pública, há uma convergência, acordada com os sindicatos, entre as reformas da Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social, que prevê a aposentação aos 65 anos de idade a partir de 2015.
Com o Plano de Estabilidade e Crescimento, o ministro das Finanças anunciou a intenção de romper esse acordo e elevar para 65 anos a idade da reforma dos funcionários públicos já em 2011.
Fica-se pois sem saber se o que a ministra propõe é o que Teixeira dos Santos já anunciou – e ainda não foi concretizado –, ou se a proposta é elevar mais ainda a idade da reforma, como quer o governo de Sarkozy em França, ou como já aprovou o governo Zapatero em Espanha.