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Algarve é a região mais atingida pela subida do desemprego

Os dados do IEFP notam um aumento de 34,5% do número de inscritos nos centros de emprego face ao mesmo período do ano passado e um aumento de 0,5% face a julho. Os Açores são a única região onde o desemprego diminuiu.
Algarve é a região mais atingida pela subida do desemprego
Fotografia de Paulete Matos.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 34,5% em agosto em termos homólogos e 0,5% face a julho, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). A exceção em território português é a Região Autónoma dos Açores, onde o desemprego diminuiu 1,3%. O Algarve é a região mais afetada, com um aumento de 177,8% face a 2019.

De acordo com o IEFP, no final de agosto, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 409.331 desempregados, mais 2.029 pessoas que no mês anterior. Este número representa 74,5% de um total de 549.549 pedidos de emprego, explica a agência Lusa. 

Tendo ocorrido um aumento do número de desempregados em todos os grupos, é de destacar o aumento entre as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o ensino secundário.

"No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 355.053 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 72,8% tinham trabalhado em atividades do setor dos 'serviços', com destaque para as 'Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio' (29,1%), 21,0% eram provenientes do setor 'secundário', com particular relevo para a 'Construção' (6,2%)" e ao setor 'agrícola' pertenciam 3,8% dos desempregados", sinaliza o IEFP.

O número de casais com ambos os elementos inscritos nos centros de emprego também aumentou em cerca de 17,5% em agosto face ao mesmo mês de 2019, para um total de 6.456. Do total de desempregados casados ou em união de facto, 12.912 (8%) têm registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no centro de emprego.

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