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Grécia: Governo é confrontado com vaga de demissões

Num dia marcado pela Greve Geral que está paralisar a Grécia, sucedem-se notícias sobre novas demissões entre os membros do governo grego. Principal sindicato de polícia ameaça emitir mandados de detenção contra oficiais da troika.
Foto EPA/SIMELA PANTZARTZI EPA/SIMELA PANTZARTZI.

O vice-ministro do Trabalho da Grécia Yiannis Koutsoukos apresentou ontem a sua demissão em protesto contra as novas medidas de austeridade que irão ser sujeitas a votação no parlamento grego no próximo domingo, a que se seguiu a demissão do deputado Pavlos Stasinos, ambos pertencentes ao Partido Socialista (Pasok).

Esta sexta-feira foi a vez de Mariliza Xenogiannakopoulou, também do Partido Socialista (Pasok), anunciar que se opõe ao acordo firmado entre o Banco Central Europeu e o executivo e que se afasta do cargo de vice ministra dos Negócios Estrangeiros.

Partido de extrema-direita não votará a favor de novo pacote de medidas de austeridade

Na sequência do anúncio de George Karatzaferis, líder do partido de extrema-direita Laos, de que não poderá votar a favor do pacote de medidas impostas pela troika, o ministro dos Transportes Makis Voridis, o vice ministro da Agricultura Asterios Rondoulis, o vice ministro da Marinha Mercante Adonis Georgiadis e o vice ministro da Defesa Giorgos Georgiou apresentaram a sua demissão, declarando que votarão a favor do novo pacote de medidas de austeridade a aprovar este domingo, contra a decisão já anunciada pelo líder do seu partido.

Polícia ameaça emitir mandatos de captura para membros da troika

Milhares de pessoas estão na rua em protesto contra o novo pacote de medidas de austeridade acordado com o Banco Central Europeu. A Praça Syntagma, assim como as ruas adjacentes, têm sido palco de confrontos entre forças de segurança e manifestantes, sendo que já existem relatos de algumas detenções e de manifestantes feridos.

As forças de segurança têm sido acusadas pelos manifestantes de serem cúmplices do governo e dos representantes do Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia e do verdadeiro ataque que está a ser perpetuado contra o povo grego.

O maior sindicato da polícia grega já veio, contudo, acusar os representantes da troika de "chantagem" e de estarem a contribuir para a "abolição ou desgaste da democracia e soberania nacional". A estrutura sindical ameaça mesmo emitir uma série de mandatos de prisão que abrangeriam, entre outros, Poul Thomsen, responsável do FMI na Grécia.

"Uma vez que estão a continuar com esta política destrutiva, avisamos que não nos podem pôr a lutar contra os nossos irmãos. Recusamo-nos a ficar contra os nossos pais, irmãos, filhos ou que abrange mais de dois terços dos polícias gregos", afirma o sindicato em comunicado.

"Alertamos que, enquanto representantes legais dos policiais gregos, vamos emitir mandatos de prisão por uma série de violações legais ... como chantagem, abolição ou corrosão de forma secreta da democracia e soberania nacional", refere inda a estrutura sindical que abrange mais de de dois terços  dos polícias gregos.

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