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Grécia: Greve geral de 48 horas contra cortes selvagens impostos pela troika

As duas centrais sindicais gregas convocaram greve geral para sexta e sábado contra as novas imposições da troika já aceites pelo governo de Lucas Papademos e por 3 partidos (Pasok, Nova Democracia – direita e Laos – extrema direita): nomeadamente, corte de 22% no salário mínimo e despedimento de 15.000 funcionários públicos. Autoridades gregas e troika anunciaram que chegaram a acordo, no fim da manhã desta quinta feira.
As centrais convocaram ainda manifestações para a praça Syntagma, em frente ao parlamento, em Atenas para sexta feira às 11 horas, sábado às 11 horas e domingo às 17 horas.

O primeiro ministro grego, Lucas Papademos, e os líderes do Pasok, da Nova Democracia e do Laos estiveram reunidos durante 8 horas nesta quarta feira. Aceitaram o corte de 22% no salário mínimo, o despedimento de 15.000 funcionários públicos, novos cortes no orçamento da saúde (aceitando reduzir as despesas públicas com saúde para 1,5% do PIB), aceleração das privatizações. A reunião não chegou a acordo sobre outro corte que a troika queria impor: a redução de 15% no valor das pensões de reforma.

Depois da reunião entre o atual primeiro ministro e os líderes dos três partidos, seguiu-se uma nova reunião de quatro horas entre a troika e Lucas Papademos e o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, que não chegou a conclusões. No final, a troika deu novo ultimato, de 15 dias, ao governo grego para decidir cortes de mais 300 milhões de euros, ou acatar o corte de 15% nas pensões.

Porém, ao fim da manhã desta quinta feira o governo grego e o presidente do Banco Central Europeu anunciaram um acordo, (sem se conhecerem ainda os seus termos finais). Este acordo é anunciado antes da reunião em Bruxelas os ministros das finanças da zona euro, para debater o novo resgate da Grécia e o empréstimo de 130 mil milhões.

Em resposta às decisões do governo e dos líderes dos 3 partidos envolvidos, que ainda terão de ser votados no parlamento grego, as centrais sindicais Adedy (de funcionários públicos) e GSEE (de empregados do setor privado) convocaram uma greve de 48 horas (sexta e sábado, 10 e 11 de fevereiro de 2012) para protestar contra os cortes.

Num comunicado conjunto, as centrais Gsee e Adedy declaram: “Este governo não tem legitimidade para tomar estas medidas. É a hora do povo”.

As centrais convocaram ainda manifestações para a praça Syntagma, em frente ao parlamento, em Atenas para sexta feira às 11 horas, sábado às 11 horas e domingo às 17 horas.

As centrais sindicais afirmam que “as medidas que o novo memorando contém, e sobre as quais se puseram de acordo os líderes políticos dos partidos que formaram o governo de coligação com a troika, constituem a pena de morte para a sociedade”.

A situação social e económica da Grécia é de verdadeira bancarrota, tendo o desemprego atingido uma taxa de 20,9%, mais de um milhão de pessoas desempregadas. As receitas públicas caíram 7% em janeiro, quando as previsões da troika eram de crescimento de 9%. As atuais previsões apontam que em 2012 o PIB da Grécia cairá mais de 5%.

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