Islândia, Países Baixos, EUA, Hungria, Fiji e Namíbia são os mais recentes países a juntarem-se ao processo movido pela África do Sul contra Israel no final de 2023 por violação da Convenção de 1948 contra o Genocídio durante os ataques à Faixa de Gaza.
Desde então dezenas de milhares de pessoas foram mortas, a infraestrutura básica do território foi arrasada e os 2,3 milhões de habitantes vivem em condições inabitáveis. Com a recente guerra iniciada por Trump e Netanyahu contra o Irão, os israelitas voltaram a bloquear as passagens de Gaza, impedindo a evacuação médica de milhares de palestinianos e a entrada de mercadorias e ajuda humanitária. O resultado imediato foi o disparar dos preços e da escassez de alimentos, num cenário que faz lembrar os dos dois anos em que viveram sob as bombas e o bloqueio total por parte de Israel.
Palestina
Tribunal Internacional de Justiça insiste que Israel tem de deixar entrar ajuda humanitária em Gaza
A defesa de Israel no TIJ nega as acusações de genocídio, mas em setembro passado uma comissão de inquérito das Nações Unidas concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza desde 7 de outubro de 2023, usando uma metodologia análoga à que o TIJ leva a cabo no processo movido pelo governo sul-africano. Os juristas israelitas pediram sucessivos adiamentos para apresentar resposta aos argumentos da acusação e deveriam ter entregue a sua defesa na quinta-feira, último dia do prazo.
Ao longo do processo, foram vários os Estados que pediram para intervir, o que na prática não significa que sejam partes no processo, mas podem juntar-lhe a sua interpretação da Convenção do Genocídio e a sua aplicação neste caso concreto. Na quarta-feira, a Islândia e os Países Baixos juntaram os seus pedidos e na quinta-fira foi a vez de EUA, Hungria, Namíbia e Fiji se juntarem à Palestina, Espanha, Irlanda, Bélgica, Turquia, Cuba, Chile, México, Colômbia, Paraguai, Brasil, Bolívia, Líbia, Belize, Comores e Maldivas.