Maior acesso do lóbi dos combustíveis fósseis às negociações entre países coincidiu com a expansão desta indústria e o aumento das catástrofes provocadas por fenómenos meteorológicos extremos.
Priorizar a adaptação em detrimento da prevenção é uma forma indireta de se resignar à inevitabilidade das alterações climáticas. Este é um discurso que ouvimos cada vez mais de governos em diferentes países do mundo.
Na negociação dos ministros do Ambiente que concluiu um acordo na madrugada de ontem, Portugal esteve do lado dos que defenderam um aumento dos chamados “créditos de carbono”.
Os mega-projetos de exploração de combustíveis fósseis estão a aumentar. Só depois de 2021, são 601 que poderão emitir onze vezes o orçamento global de carbono restante para manter o aquecimento a 1,5°C, denuncia um novo estudo.
O furacão Melissa trouxe vários riscos à tona: as tempestades estão a intensificar-se mais rapidamente, atingindo com mais força e dando às pessoas menos tempo para escapar.
O valor da proposta de transposição da diretiva europeia é inferior ao definido no Plano Nacional de Energia e Clima. Ambientalistas falam em “violação do princípio da não-regressão climática”.
António Guterres alerta para as “consequências devastadoras” deste facto e apela: “mudemos de rumo já” para evitar passar os pontos de não-retorno na Amazónia, Gronelândia e Antártida Ocidental.
A FNSTFPS manifesta a sua “clara oposição” a esta medida, critica a “confusão” inerente à dispersão de funções pelas CCDR e revela preocupação sobre o que se passará com os trabalhadores.
Integrar o risco climático nas políticas urbanas será essencial para garantir sustentabilidade, equidade e resiliência num contexto de aumento do calor e desigualdade territorial. O que for feito hoje fará a diferença no valor económico, social e humano das habitações amanhã.
porSimón Sosvilla-Rivero, Adrian Fernandez-Perez e Marta Gómez-Puig
Deputados dos três partidos que concorreram juntos às autárquicas na coligação Evoluir Figueira querem saber porque é que não foi ainda encerrada a atividade da BioAdvance por falta das licenças ambientais necessárias à laboração.
Um tribunal de Paris condenou o gigante francês dos combustíveis fósseis por fazer publicidade enganosa sobre a sua “ambição de atingir a neutralidade carbónica” e se gabar de ser “um ator maior na transição energética”.
O relatório Estado anual da Ação Climática mostra que os principais indicadores que permitiriam combater as alterações climáticas estão longe de poder ser alcançados atempadamente.
A falta de investimento em calor limpo e a contínua terceirização dos custos para os elos mais frágeis da cadeia de produção indicam que, sem pressão regulatória e responsabilização, o futuro da moda continuará a ser alimentado por combustíveis fósseis e custará a saúde do planeta e dos seus trabalhadores.
Há um novo escândalo de emissões poluentes de automóveis na Europa. Análise a 800 mil veículos híbridos plug-in concluiu que emitem apenas menos 19% de CO2 do que os veículos movidos a gasolina ou gasóleo. Fabricantes anunciam 75% menos poluição.
As emissões de gases com efeito de estufa com origem humana atingiram o nível mais elevado de sempre em 2024, apesar de todas as promessas de ação climática mais consequente. A Organização Mundial de Meteorologia considera “essencial” a sua redução.