Parlamento

Bloco desafia Montenegro a “tomar medidas que se sintam no bolso das pessoas”

15 de abril 2026 - 17:59

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Fabian Figueiredo deu o exemplo da Espanha e da Polónia, onde os governos estão a proteger as populações face ao aumento do custo de vida provocado pela guerra.

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Fabian Figueiredo no debate quinzenal com o primeiro-ministro
Fabian Figueiredo no debate quinzenal com o primeiro-ministro. Foto de António Cotrim/Lusa

O deputado bloquista Fabian Figueiredo voltou a confrontar o primeiro-ministro com a necessidade de tomar medidas como a redução do IVA ou a regulação das margens de lucro para conter o aumento dos preços. “O cabaz alimentar nunca esteve tão caro, 259 euros. Os portugueses nunca pagaram tanto pelo combustível, pagam mais de 25 euros para encher o depósito para ir trabalhar. A habitação nunca esteve tão cara, aumentou 17,6%. É neste país que o primeiro-ministro diz que está tudo melhor”, afirmou.

Fabian Figueiredo contrapôs que há também quem esteja a faturar mais: “as petrolíferas, a grande distribuição, a banca e o seu Ministério das Finanças”. E desafiou Luís Montenegro a “finalmente tomar medidas que se sentem no bolso dos portugueses”, como a redução do IVA dos bens essenciais e a regulação eficaz dos preços, dando o exemplo do que têm feito os governos de Espanha e da Polónia, mas também a “ir buscar o dinheiro para estas medidas aos lucros extraordinários de quem está a encher-se de dinheiro com a crise energética”.

Na resposta, Luís Montenegro criticou a medida do “IVA zero” dos bens essenciais que vigorou após a invasão da Ucrânia. Contrariando os estudos de vários economistas sobre o impacto da medida que esteve alguns meses em vigor, o primeiro-ministro disse que ela acabou por beneficiar mais “quem comercializa e quem distribui e não tanto de quem consome”. O deputado bloquista pediu em seguida à Mesa da Assembleia que distribuísse o estudo que concluiu que “a redução do IVA baixou os preços para lá do esperado” e respondeu a Montenegro que “se copiarmos as boas medidas da Europa, não estamos a cometer nenhum erro, estamos a manifestar profunda inteligência”.