“Não aceitamos a fatura dos lucros deles” é o título da petição lançada pelo Bloco de Esquerda que exige medidas para combater o aumento do custo de vida. As medidas defendidas são a diminuição de impostos sobre o consumo e o controlo das margens de lucro, colocando os lucros extraordinários das gasolineiras e da grande distribuição a pagar a crise de custo de vida.
Na petição dirigida ao primeiro-ministro, lê-se que “o custo de vida aumenta em espiral, sufocando quem trabalha”, e que “os preços dos combustíveis, dos bens essenciais e das prestações da casa subiram a pique” devido “às bombas no Médio Oriente”.
“Portugal é um país desigual. Enquanto empresas como a Galp ou a Sonae somam lucros milionários, multiplicam-se as crises de quem faz contas para chegar ao fim do mês. Não aceitamos esta desigualdade”, lê-se na petição.
O preço das prestações da casa, dos bens essenciais, dos combustíveis, da eletricidade e dos medicamentos aumenta devido à guerra no Médio Oriente. Esta iniciativa defende que só medidas para combater a crise podem proteger quem trabalha.