Sem-abrigo

A crise de habitação que vivemos está a criar mais pessoas sem-abrigo e a empurrar para essa situação pessoas integradas socialmente. O aumento do preço das casas e a inflação são agora condicionantes que aumentam o risco de exclusão de quem trabalha.

A oposição na vereação juntou-se para que passem a existir 800 vagas no sistema housing first até ao fim do mandato do executivo. O vereador Ricardo Moreira defendeu que é uma “medida muitíssimo importante” porque “a cidade está a arder, há tendas em todo o lado. Precisamos de uma resposta agora, não até 2030”.

Bloco votou contra o Plano para Pessoas em Situação de Sem Abrigo face à recusa de Carlos Moedas em abrir novas vagas habitacionais neste mandato. Associações apontam aumento do número de pessoas a dormir em espaços como a Gare do Oriente.

Sam Tsemberis defende que investimentos na habitação para ganhar dinheiro “estão a colocar o mercado imobiliário além do alcance dos salários das pessoas comuns”. Pensa que é preciso regular o mercado e construir mais habitação pública.

Vereadora bloquista questionou o presidente da Câmara de Lisboa sobre as razões para acabar com a resposta de emergência e para adiar há quase um ano a discussão da proposta do Bloco para o acompanhamento destas pessoas em situação vulnerável.

Vereadores do Bloco, PS, Cidadãos por Lisboa e Livre apresentaram uma proposta conjunta para encontrar uma solução definitiva de alojamento de emergência no centro da cidade.