Priorizar a adaptação em detrimento da prevenção é uma forma indireta de se resignar à inevitabilidade das alterações climáticas. Este é um discurso que ouvimos cada vez mais de governos em diferentes países do mundo.
Os mega-projetos de exploração de combustíveis fósseis estão a aumentar. Só depois de 2021, são 601 que poderão emitir onze vezes o orçamento global de carbono restante para manter o aquecimento a 1,5°C, denuncia um novo estudo.
O furacão Melissa trouxe vários riscos à tona: as tempestades estão a intensificar-se mais rapidamente, atingindo com mais força e dando às pessoas menos tempo para escapar.
António Guterres alerta para as “consequências devastadoras” deste facto e apela: “mudemos de rumo já” para evitar passar os pontos de não-retorno na Amazónia, Gronelândia e Antártida Ocidental.
Integrar o risco climático nas políticas urbanas será essencial para garantir sustentabilidade, equidade e resiliência num contexto de aumento do calor e desigualdade territorial. O que for feito hoje fará a diferença no valor económico, social e humano das habitações amanhã.
Simón Sosvilla-Rivero, Adrian Fernandez-Perez e Marta Gómez-Puig
O relatório Estado anual da Ação Climática mostra que os principais indicadores que permitiriam combater as alterações climáticas estão longe de poder ser alcançados atempadamente.
O negacionismo deu lugar a estratégias mais insidiosas que atrasam a ação climática global. Uma nova investigação identifica cinco narrativas dominantes usadas para distorcer a ciência climática, desde ataques a energias renováveis até amplificação de incertezas científicas.
Bloco quer adaptar o Código do Trabalho às alterações climáticas e proteger os trabalhadores durante períodos de calor extremo. O projeto de lei prevê pausas obrigatórias, locais de trabalho protegidos e dispensa de funções em dias de alerta laranja ou vermelho.
O parecer consultivo da instituição estabelece que não o fazer é “um ato internacionalmente ilícito” que pode levar a “consequências jurídicas” e aos Estados lesados terem direito a reparações pelos danos causados.
Cientistas analisaram efeitos da onda de calor entre 23 de junho e 2 de julho em doze cidades europeias, incluindo Lisboa, e atribuíram mais de 1.500 mortes a alterações climáticas causadas pela ação humana.
Em 2024, o aumento da temperatura da superfície global em relação aos níveis pré-industriais foi de 1,52 graus, de acordo com o estudo Indicadores das Alterações Climáticas Globais.
Modelos mostram que grandes glaciares polares levarão muitos séculos a recuperar de um aumento de temperatura de 3ºC. É o cenário mais provável com as políticas climáticas atuais.
A ideologia dominante da extrema-direita tornou-se um sobrevivencialismo supremacista monstruoso. A nossa tarefa é construir um movimento forte o suficiente para o parar.
Portugal atinge dia de sobrecarga da Terra na próxima segunda-feira. Europa está a gastar recursos mais rápido e deverá piorar com indústria armamentista.
Dados confirmam tendência de aumento de temperatura na Europa acima dos restantes continentes. Fenómenos climáticos extremos afetaram 413.000 pessoas no ano passado e a Península Ibérica é a região que enfrenta piores condições de seca.
Comunidade Intermunicipal do Douro alerta para riscos da escassez hidrológica acentuada por alterações climáticas e pede estratégia de gestão e preservação de água.
Um estudo de 854 áreas urbanas estima que mesmo no cenário mais otimista as mortes por calor irão disparar no continente. Outro estudo mostra que o aquecimento dos oceanos já quadruplicou em apenas 40 anos.