Política

O Bloco de Esquerda apresentou esta quarta feira no parlamento um projeto de lei onde reclama uma proteção no desemprego "à irlandesa", que responda “à necessidade de dar apoio àqueles que estão agora completamente desprotegidos”.

Fernando Madeira conta à revista Sábado que o atual primeiro ministro se rodeou de “pessoas influentes” no Centro Português para a Cooperação (CPPC), uma ONG financiada pela Tecnoforma, para "abrir ou facilitar” a aprovação e o financiamento de projetos. Entre os fundadores do CPPC encontravam-se, entre outros, o então líder parlamentar do PSD, Luís Marques Mendes.

Na queixa endereçada à Comissão Nacional de Eleições sobre a realização em Sintra, no dia das eleições europeias, da cimeira do BCE, na qual participam os líderes das três instituições da troika, o coordenador nacional do Bloco, João Semedo, frisa que “é difícil não encarar este encontro como constituindo uma violação da legislação eleitoral nacional e uma ingerência grosseira no processo democrático português”.

Durante a sua intervenção no jantar-comício que teve lugar esta terça feira em Leiria, Marisa Matias frisou que o Governo se converteu “numa enorme agência de propaganda eleitoral”  que nos quer convencer de que “agora tudo terminou porque temos uma saída limpa”. “O problema da expressão 'saída limpa' é que nem é saída nem é limpa”, avançou a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias.

Bloco afirma que a resposta do Ministério da Saúde sobre a morte da utente, que aguardou mais de seis horas pelo atendimento, “baseia-se no inquérito realizado pelo conselho de administração do hospital”, que contém “inverdades e falsidades”, sendo fundamental “garantir a realização de um inquérito por parte de uma entidade independente”.

O secretário-geral da Amnistia Internacional lamentou “o silêncio de Portugal, por razões económicas, sobre violações de direitos humanos em países a que historicamente está ligado, como Angola ou Moçambique”. Numa entrevista ao jornal Público, Salil Shetty teceu ainda duras criticas às atuais políticas migratórias.

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico afirma que Portugal tem de fazer cortes anuais de 1,9% até 2030 e contradiz o governo, prevendo que a dívida pública portuguesa vai continuar a subir em 2015, chegando a 131,8%.

Dirigente do Bloco envia carta a Barroso e a Draghi exigindo o adiamento da conferência organizada pelo BCE em Sintra, e denunciando a intenção de condicionar o ato eleitoral de um país que tem estado sujeito a um programa de intervenção. “Estou certa que outros Estados-Membros nunca aceitariam a marcação desta reunião no dia das eleições”, afirma. O Bloco também não aceita.

Marisa Matias afirmou esta segunda-feira, no debate “Ciência Precária”, que “a ciência e a investigação são o domínio onde a precariedade se tem assumido com mais força”. A iniciativa, que decorreu no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, contou também com a presença de João Lavinha, Ana Drago, José Neves, Inês Farias e Irina Castro.

João Semedo anunciou esta segunda-feira que o Bloco de Esquerda vai apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Eleições contestando a realização a 25 de maio, dia das eleições europeias, de uma “cimeira da troika”, que contará com a presença de Durão Barroso, Mário Draghi e Christine Lagarde. O coordenador bloquista recordou que “Portugal não é uma república das bananas” e acusou o Governo de ser “cúmplice desta golpada eleitoral”. English version here.

Num encontro de professores, Marisa Matias afirmou que as “reformas estruturais” impostas pela UE são um ataque generalizado ao Estado Social e à Escola Pública. Catarina Martins salientou a importância do Bloco, do Syriza e de outros partidos estarem numa luta conjunta nestas eleições europeias. Luís Fazenda denunciou o enorme retrocesso do ministério Crato na Escola Pública, elogiou a capacidade de luta dos professores e apelou à unidade das escolas e das lutas.

Marisa Matias, cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, afirmou este domingo que os únicos a ter uma “saída limpa” são os mercados financeiros e os milionários. A eurodeputada acusou ainda o Governo de se estar a “celebrar a si próprio”. Tutela do FMI e da Comissão Europeia durará até à década de 2030. English version here.

O coordenador do Bloco critica a conferência organizada pelo BCE para o dia 25 de maio e acusa: “É uma tentativa clara de condicionar e influenciar o voto dos portugueses”. João Semedo exige ao Presidente da República que cancele ou adie a conferência.

“O primeiro-ministro disse que o aumento do IVA é amigo da economia. É o mesmo que dizer que um atleta corre mais depressa com uma perna partida”, afirmou o coordenador do Bloco de Esquerda no Faial, Açores. Marisa Matias considerou que “não há nada mais parecido com as notas da troika do que as notas de Miguel Relvas no seu curso”.

Durante a sua intervenção sobre o Documento de Estratégia Orçamental, na sessão plenária desta sexta feira, o líder do grupo parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, afirmou que “o Governo baralhou e voltou a apresentar os cortes dizendo que há uma reposição”.