A aprovação de planos de ordenamento de áreas protegidas, que viram as costas às populações e abrem as portas aos grandes interesses económicos, reflecte o falhanço da política de conservação da natureza e da biodiversidade.
Sócrates saiu aprovado porque mostrou à Chanceler alemã o que ela queria ver: medidas de austeridade destinadas a garantir os interesses dos credores, a começar pelos bancos alemães.
A aposta da oposição à direita (sobretudo do PSD) consiste na espera. Aguarda-se a gota de água oportuna que permita começar a defender abertamente a dissolução do Governo.
“O nosso Governo aprecia os esforços que o governo português fez. Têm de ir mais longe!” disse Merkel. O governo português fez tudo certo mas falta-nos algo. Falta-nos mais austeridade.
A lista dos sacrificados, daqueles que são condenados a viver na “corda bamba”, engrossa dia-a-dia. No dia 12 de Março, estaremos na rua para lembrar que a precariedade não é uma fatalidade, mas sim uma escolha política.
Há apenas algumas semanas, a solidariedade entre jovens egípcios e polícias do Wisconsin, ou entre trabalhadores líbios e funcionários públicos de Ohio, seria algo inacreditável.
O FMI, o BCE e a CE têm as mãos sedosas do Jack o Estripador. Mãos hábeis, poderosas, flexíveis. Sedosas. Deslizam nos pescoços dos países à procura do sítio exacto do estrangulamento.
Um lóbi pró-organismos geneticamente modificados (OGM) lançou um relatório onde se congratula pela expansão da área cultivada com transgénicos em 14 milhões de hectares no último ano, o segundo maior aumento de sempre.