Um poder político que se tem mostrado, há tanto tempo, um zeloso cuidador dos interesses da finança não tem reserva de autoridade para não ceder de novo ao mando da banca.
Em 35 anos de democracia, o país nunca conseguiu resolver a falta de habitação, apesar de ter construído casas a mais e de existirem milhares de casas que estão vazias.
Como o criminoso em causa é um elemento da extrema-direita anti-muçulmana, o acto foi imediatamente reduzido a um acto isolado de um louco, como se o louco não fizesse parte de uma rede com milhares de seguidores na Internet.
O adjectivo ganha propriedade, mas... para ilustrar o brutal corte no rendimento dos trabalhadores portugueses e a gigantesca redistribuição de rendimentos a favor dos mais ricos.
Os resgates à Grécia, à Irlanda e a Portugal já mostraram que, a continuar assim, a dívida destes países é impagável, que serão precisos mais pacotes de financiamento e que o caminho só promete mais austeridade, mais recessão e menos emprego.
Na sua ânsia privatizadora, o Governo pretende ir mais longe que o seu antecessor e o memorando da troika ao anunciar novas privatizações: entre elas, encontra-se o Grupo das Águas de Portugal.
Trinta dias. Um mês. Foi o tempo que passou desde que o governo tomou posse, mas o tempo suficiente para percebermos a sua mensagem: “Esqueçam tudo o que dissemos na campanha”.