Não deixa de ser caricato que os banqueiros, sempre tão rápidos a avaliar as políticas económicas, resistam agora à avaliação da qualidade dos activos detidos pelos bancos.
O Plano de Emergência Social anunciado pelo Governo dá corpo a uma descaracterização profunda do contrato social em que assentou a democracia portuguesa desde o 25 de Abril.
O grupo Jerónimo Martins e em particular o seu maior accionista, Alexandre Soares dos Santos, decidiram em Carta Aberta reconhecer que os salários que pagam aos seus trabalhadores/as são miseráveis e de forma “solidária” ajudar os trabalhadores em situações de necessidade extrema.
Este ano não há direito a silly season. Pelo contrário, tudo o que se está a passar é de tal forma grave que não permite descanso. Um Verão tão Quente que não convida a banhos.
Aproveito o verão para partilhar algumas inquietações que vão para lá do presente absoluto. Basicamente, sobre a articulação entre programa, acção colectiva, pensamento crítico e razão estratégica.
O Ministro da Economia confirmou ontem na Comissão de Economia que o passe social é para acabar. Diz o Governo que o passe social é um erro porque é igual para todos. Que uma tarifa social, só para os mais pobres, é o que tem sentido. Mas não é verdade. E é perigoso.
Escrever por estas alturas do ano é por tradição um convite à imaginação. No entanto, parece que em ano de crise até o catolicismo da silly season foi obrigado a fazer o seu concílio.
Ao antecipar as eleições gerais espanholas para 20 de Novembro, Zapatero antecipa o fim do seu ciclo político e muito provavelmente a saída do PSOE do governo.
Por desconhecimento de uns, (o que suponho seja o caso de Mário Crespo) ou por maldade de outros (neoliberais, de direita ou da Terceira-Via), é sempre dito que o desemprego seria menor se as indemnizações por despedimento fossem mais baixas.