Onde nos trouxe a desregulamentação progressiva do mercado de trabalho iniciada em 1997 por um governo de centro esquerda (o primeiro de Romano Prodi) e prosseguida pelo governo de centro direita (de Berlusconi)?
O melhor resumo do acordo foi feito, veja-se lá, pelo presidente da confederação dos patrões. Diz António Saraiva que vamos viver “num quadro mais penalizador para os trabalhadores”.
O acordo de concertação sabe a fel a todos os trabalhadores. É por culpa destes acordos que é tão difícil a luta da maioria da população. No entanto, apesar dos Proença, a luta social já está aumentar...
Numa obscura revista, lá vem, com a clareza avassaladora do empobrecer de Passos, o Secretário de Estado dos Transportes a explicar que somos um balão de ensaio para a Europa.
O ministro da saúde decidiu cortar o pagamento especial a médicos, baixando o pagamento por hora extraordinária para valores inaceitáveis. Se persistir, este ataque aos médicos só se traduzirá numa coisa: ataque aos utentes, aos hospitais e ao SNS.
Não será casual o patronato colocar em causa os dias de trabalho sindical e os dias de campanha eleitoral como faltas justificadas e remuneradas. Querem chegar ao coração da democracia...
A guerra preventiva não será declarada. Ela já aí está, aliás. O assassinato de cientistas envolvidos no programa nuclear de Teerão tem assinatura clara.
Importa desmentir o ministro dos negócios estrangeiros francês Alain Juppé quando elogiava a branda passividade dos portugueses perante este frenesim de medidas recessivas.