Leis mais rigorosas em vários estados dos EUA significam uma estratégia de privação do direito ao voto aplicada quase exclusivamente a eleitores afro-americanos e aos mais pobres.
O povo, que no sábado protestou, não pode baixar a guarda. A emergência de novas lutas, de novos protestos, de novos formatos de convergência está na ordem do dia.
A crise é um bom negócio. Para baixar salários, para comprar empresas e bens públicos, para recuperar ouro e prata de heranças familiares, e agora para adquirir as casas perdidas por pessoas endividadas.
Hoje, dia 15 de Setembro, vou sair à rua. Não é por uma razão qualquer. Hoje, dia 15, saio à rua porque sim – por dignidade, por solidariedade, por interesse, por viver. Saio à rua porque já é tarde. Saio à rua porque ainda vamos a tempo.
Nunca nenhum governo tinha ousado ir tão longe. Batem-nos nos pontos mais nevrálgicos do nosso corpo já ferido e doente. Batem-nos também no espírito, desarranjam-nos a alma. Ainda não nos pesaram a fúria. Estão convencidos da sua inexistência. Quando lhe sentirem o peso até vão grunhir de sobressalto.
Os momentos de viragem são feitos de confluências de vontades muito diversas. As manifestações que amanhã ocorrerão por todo o país têm todas as condições para ser um dos pontos altos da referida viragem.