Quando há dois anos António Costa ensaiou o seu primeiro movimento insurrecional, Seguro correu no dia seguinte a exigir: redução do número de deputados já! O populismo é uma mão que se estende, tão fácil de agarrar.
O governo que criou o maior número de desempregados de que há registos no país, fazendo com que os salários baixassem e a “flexibilidade” aumentasse, oferece agora mais de um milhão de pessoas desesperadas às empresas dos salários baixos e “flexibilidade” alta.
O que estamos a assistir não é à “resolução” do BES: é a um processo de concentração bancária feito sobre os escombros de uma gigantesca tramóia financeira. E todos os bancos portugueses já são estrangeiros.
Os novos nomeados a comissários são aqueles que em cada país executaram na perfeição as diretrizes da austeridade como religião. Foram mesmo os oportunistas da crise. É também por isto que Carlos Moedas tão bem encaixa no perfil dos novos nomeados para o colégio de comissários.
A Europa concreta de que Moedas é agora a voz na ciência e investigação destruiu ou legitimou a destruição de duas décadas de qualificação de Portugal nessas áreas.
Por mais que o Governo repita que a reforma dos suplementos na Administração Pública não tem o propósito de proceder a reduções remuneratórias, ninguém o consegue levar minimamente a sério.
A Escócia é uma nação desde há muito tempo. Em breve saberemos se os seus cidadãos desejam agora que a nação se converta num Estado. Espero que o façam.