A discussão não é nova e em alguns países até deu azo a que pura e simplesmente se proibissem os “trabalhos para casa”. Aconteceu em França, Espanha e Finlândia. Por cá, os TPC continuam a ser uma rotina diária.
O regime angolano condenou os 17 jovens ativistas, porque ousam pensar diferente, porque ousam ler livros, ousam reunir-se, ousam dizer que querem outra coisa e não o que está estabelecido por alguns.
Foram condenados por causa de “preparação de rebelião e associação de malfeitores”, tudo isto porque basicamente liam um livro. O problema não estava em ler, estava em reunirem-se, quebrando o regime ditatorial e a hegemonia política que se fazem sentir em Angola.
A aprovação da Constituição da República Portuguesa, a 2 de Abril de 1976, ficou marcada por um crime inominável: o assassinato, à bomba, do Padre Max, como era conhecido o padre Maximino Barbosa de Sousa e da estudante Maria de Lurdes Correia.