Então não é que a SAIPEM, empresa contratada para fazer o furo, recebeu, entre 2010 e 2016, mais de 201 milhões de euros em benefícios fiscais no offshore da Madeira?
Por vezes, o escrutínio sempre atento das autoridades de contas é contornado por subterfúgios. A página semanal de publicidade do CDS no Correio da Manhã é o caso mais surpreendente.
O Governo tem de decidir se pretende avançar, exigindo transparência e cumprimento da lei, ou se permite que o processo seja boicotado por alguns dirigentes da administração pública.
A taxa de contratações é bastante superior à taxa de criação de empregos. As empresas servem-se dessa rotatividade para imputar os custos à Segurança Social.