A saída do Ministro da Cultura talvez tenha sido a pedido do próprio, talvez não. Coisa menor porque, de facto, três anos de uma mão cheia de nada e outra de cousa nenhuma são mais do que precisamos.
O Bloco cumpriu o seu compromisso para que quem trabalha ou trabalhou possa viver melhor neste país. Falta o resto, que é o muito que temos pela frente.
Se alguma coisa se aprendeu nestes anos recentes, é que o Governo tem que falar com outros protagonistas com experiência, vontade e capacidade de formular alternativas. Confiança a mais é erro de veterano que se comporta como principiante.
O Bloco de Esquerda garantiu que o Orçamento do Estado para 2019 reduz o teto máximo das propinas de 1068€ para 856€. Esta medida representa um corte de 20% no seu valor, dando voz a todas as gerações de estudantes que não desistiram de lutar contra esta injustiça.
O Ministro do Trabalho lançou a confusão com as declarações que fez na quarta-feira, anunciando uma medida que não está no Orçamento e que não tem apoio do Parlamento. Vale a pena clarificar.
A troika deixou o país, mas a direita ainda não fez o seu luto. O projeto da direita resume-se ao verbo “cortar” e ao mantra do “vivemos acima das nossas possibilidades”.
Sei que não fará capas de jornais, que diz respeito a um grupo relativamente pequeno de pessoas (5 mil) mas é, para mim, das coisas mais importantes que conseguimos neste Orçamento: reconhecer o desgaste rápido dos trabalhadores das pedreiras.
A censura de Serralves é um sintoma e não uma causa. A parceria entre o público e o privado no museu pode gerar conflitos de interesses e de estratégia, convertendo-o num lugar de disputa.
Era difícil de imaginar que a voz das mulheres fosse escolhida como o bode expiatório dos fracassos da esquerda, da capitulação do centro e, sobretudo, do alinhamento da direita com um fascista no Brasil.