Confesso que compreendo a ansiedade e o stress de Carlos César, o líder parlamentar do PS. Habituado às maiorias absolutas nos Açores, sente que a terra lhe foge debaixo dos pés.
O fortalecimento do direito dos cidadãos a uma alimentação saudável, segura e de qualidade, acessível a todos e no quadro do cumprimento do direito humano à alimentação adequada, deve ser um elemento-chave.
Marisa Matias não foge a uma luta, não foge a um país, nenhum assunto resulta em ombros encolhidos, não há naquela vida de Matusalém um dia de Pilatos.
Há um ano, às portas da Somincor, os trabalhadores de fundo e de superfície reivindicavam a humanização dos horários de trabalho e a contagem do tempo de serviço dos operadores de lavaria.
A resposta necessária para esta voracidade do mercado encontra-se em medidas que beneficiem o arrendamento e que permitam um forte investimento em habitação pública.
Em relação à luta dos estivadores em Setúbal, pergunto-me: quando é que se tornou normal o Estado investir recursos públicos na sabotagem de uma paralisação legítima?
Por estes dias, no porto de Setúbal, não se decide apenas a vida de cerca de 90 estivadores, condenados há décadas ao trabalho à jorna, sem direitos, sem proteção, sem vínculo.