A menos que queira concretizar o que o primeiro-ministro sugeriu misteriosamente, uma crise política programada para daqui a dois anos, o novo Governo terá de contribuir para entendimentos sólidos sobre as questões mais difíceis que ficaram fora da agenda do mandato anterior.
A haver negociações entre o PS e a esquerda, há três dossiês que ficaram por completar: o do SNS, o da lei de bases da habitação e o dos cuidadores informais.
Porque as opções de hoje definem o futuro, atenda-se a quem se apresenta para essas escolhas com trabalho atestado como garantia de confiança, com capacidade de fazer pontes e de juntar forças, com propostas aglutinadoras que formem verdadeiras maiorias sociais.
Mudar o sentido de voto ou a lógica dos apoios não implica romper com nenhum quadro de convicções pessoais. Uma questão de liberdade. Para os actuais indecisos, nenhum capítulo da História será reescrito quando decidirem o sentido de voto no próximo domingo.
O meu voto pode ajudar a melhorar (ou prejudicar, se me enganar na cruz) a minha vida e a do(a) leitor(a), assim como o seu voto também pode contribuir nesse sentido, ou, pelo contrário, pode ajudar a prejudicar a sua e a minha vida.
Quando dentro de meses ou anos olharmos para trás e avaliarmos o que se passou nesta semana, notaremos que houve uma viragem na forma de fazer política pelas direitas e que o PS ficou preso no seu labirinto.
Bragança é, indiscutivelmente, o distrito mais interiorizado de Portugal. A interioridade dói. A interioridade pesa. Dói e pesa àqueles que foram enganados. Dói e pesa àqueles a quem prometeram crescimento e desenvolvimento regional. Não aconteceu. Fomos esquecidos.
A grande - e quase única - proposta do Partido Socialista nestas eleições é a criação de um “Conselho de Concertação com as Autonomias Regionais, composto por membros dos Governos da República e das Regiões”.
A candidatura do Bloco de Esquerda às próximas eleições legislativas representa uma necessidade de mudança. Se dúvidas houvesse quanto à importância deste partido, estas ficaram esclarecidas durante os últimos quatro anos.
Construir e melhorar os espaços verdes em Viseu, ou qualquer outra cidade, é uma prioridade política. Mas isto não significa construir canteiros e ir abatendo árvores.
As alterações climáticas atingem, todos os anos, Bragança, fustigando-a com fogos e intempéries. São necessárias medidas democráticas que protejam as nossas florestas dos fogos e protejam aqueles que mais sofrem com os fogos.
O paradoxo da direita nas eleições é: se fica no terreno Centeno está perdida, se terça armas pela “classe média alta” fica isolada e se resvala para o populismo é desprezada.