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Braga quer fazer acontecer!

Porque as opções de hoje definem o futuro, atenda-se a quem se apresenta para essas escolhas com trabalho atestado como garantia de confiança, com capacidade de fazer pontes e de juntar forças, com propostas aglutinadoras que formem verdadeiras maiorias sociais.

Em modo de balanço quero-vos dizer que foi um gozo ter feito esta campanha. Força, reconhecimento, determinação e alegria.

Força, porque todos os dias estivemos prontos para visitar concelhos, para sair manhã cedo e ir de encontro às pessoas. Feiras, fábricas, praças, por todo o lado quisemos ouvir o lamento e o incentivo, ver o protesto e o entusiasmo, sentir a revolta e o apoio. Demos corpo a esta campanha de rua, demos rosto a esta campanha de contacto direto. Foi assim que fizemos porque é assim que somos.

Reconhecimento, porque em qualquer lugar por qualquer pessoa fomos recebidos com entusiasmo “é do bloco, então aceito”, criamos empatia e afabilidade “a Catarina não veio? Gostava tanto de lhe dar um abraço”, deram-nos incentivo e mostraram gratidão “força, vocês merecem, têm feito muito por nós”. E quem assim nos fala - reformados, trabalhadores, cidadãos comuns, é o povo.

Determinação, porque usamos sempre a convicção das nossas propostas como resposta às dúvidas e problemas que nos colocavam. Ninguém ficou sem explicação. Visitámos dezenas de instituições das mais variadas áreas de intervenção confrontando os seus anseios com o descrito no nosso programa eleitoral. Fizemos sessões públicas temáticas para esclarecimento e apresentação dos nossos propósitos, sempre num figurino de debate aberto e plural.

Visitámos bairros sociais para auscultar os problemas dos moradores e debater o papel do Estado como garante do direito à habitação e à estruturação de instrumentos públicos de intervenção e de regulação. Marchámos ao lado de todos quantos se insurgem contra as alterações climáticas alertando para a necessidade premente de agir. Viajámos de comboio entre Guimarães e Braga (21km de distância, 2horas de viagem) para evidenciar a falta de aposta neste modo de transporte ecológico e apresentar o nosso Plano Nacional Ferroviário. Viajámos de autocarro entre Esposende e Viana do Castelo para demonstrar arbitrariedades na aplicação do PART e exemplificar como é preciso ajustar e aprimorar iniciativas a favor de uma maior e melhor justiça social. Uma excelente medida, não devidamente aplicada, pode gerar resultados perniciosos. Na verdade, o efeito desta redução tarifária é, e muito bem, proveitoso para os residentes nas AM´s – onde há mais gente e mais modos e meios de transporte, mas para o restante país a sua aplicação, para além das verbas serem muito reduzidas, é perfeitamente desregulada sendo que em cada CIM e em cada município os critérios são duplamente aleatórios. Fomos aos rios, Cávado, Ave e Vizela, pela denúncia de focos poluidores, pela exigência da sua despoluição e pela reabilitação das margens e recuperação do património fluvial.

Em nome do SNS saudámos enfaticamente a passagem para gestão pública do Hospital de Braga e exigimos o cumprimento do aprovado, ou seja, a abertura dos procedimentos concursais para a construção do novo hospital de Barcelos.

Em nome da Escola Pública estivemos em escolas, aquando da abertura do ano letivo, para alertar para os sistemáticos problemas que continuam por resolver, nomeadamente a existência de coberturas de amianto cuja remoção há muito que é obrigatória. Também quisemos mostrar valiosos projetos de integração de minorias e de inclusão de etnias, como é o caso na Escola Integrada de Prado.

Reunimos com a Associação de Deficientes pelo direito à felicidade de serem pessoas independentes e com qualidade de vida, sem a opressão e exclusão a que têm estado sujeitos.

Levantámos a voz contra qualquer tipo de discriminação seja ela racial, étnica, orientação sexual, estilo de vida, cultural e/ou religiosa.

Alegria, porque toda a notável dinâmica de campanha gerada por esta lista de Braga foi um ato de militância, de comprometimento, de honorabilidade, aliado ao regozijo pelo gosto de participar. Estivemos juntos imbuídos de um coletivo capaz de ultrapassar cansaços, lado a lado transformamos dificuldades em renovação de energias, com confiança e paixão passamos a mensagem que acreditamos que temos de fazer acreditar.

Os últimos quatro anos mostraram que é possível, os próximos têm que comprovar resultados. O percurso só agora começou. O pouco que se reconquistou é muito inferior ao que ainda se tem para conquistar. É preciso dar passos consistentes para os novos desafios que se avizinham. Reconversão ecológica em nome do ambiente e por combate às alterações climáticas. Salto qualitativo de recuperação de rendimentos e reposição de direitos no trabalho em nome de uma democratização da economia. Coesão Territorial e Social assente nos Serviços Públicos de qualidade. Direitos Fortes Contra o Conservadorismo e o Preconceito por um país com direitos para todos e pela erradicação da pobreza e exclusão social.

Porque o momento é de fazer escolhas e as opções de hoje definem o futuro, atenda-se a quem se apresenta para essas escolhas com trabalho atestado como garantia de confiança, com capacidade de fazer pontes e de juntar forças, com propostas aglutinadoras que formem verdadeiras maiorias sociais. Braga quer contribuir para que o Bloco de Esquerda seja esse protagonista.

Está na hora de Fazer Acontecer.

Sobre o/a autor(a)

Professor. Dirigente e deputado do Bloco de Esquerda
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