No dia 23 de dezembro, os call centers voltaram a parar. Por todo o país, dando continuidade à greve de 31 de outubro. Novamente, trabalhadores/as de várias cidades de norte a sul, litoral e interior não faltaram à chamada e ... recusaram atender as chamadas!
Para um investimento mais reduzido, de 31.200 milhões de euros, a necessidade de repor capital gasto já era de 32.000 milhões de euros. O capital aplicado está a minguar. Os lucros não são investidos.
No recente debate de investidura de governo em Madrid, o deputado do BNG (Bloco Nacionalista Galego) terminou a sua intervenção, na qual usou algumas frases em galego, com um “obrigado”. De seguida, o primeiro-ministro Pedro Sanchez, agradeceu-lhe também com um “obrigado”.
O Governo austríaco tem um programa e uma liderança de direita, o espanhol tem uma orientação de centro com uma aliança à esquerda. Ambas as soluções exprimem o recuo ou a decadência das forças tradicionais que governavam estes países.
Espanta-me a facilidade com que algumas pessoas ainda se espantam. E esta perplexidade cresce com o espanto que tantos mostram pela vacuidade dos discursos oficiais de Ano Novo.
A ordem mundial está a mudar e os conflitos estão longe de resolver-se. É difícil de prever o desfecho de muitos de eles, mas as sociedades movem-se em contextos muito diferentes.
Em cada inverno, voltam as notícias sobre as pessoas que, em Portugal, morrem literalmente de frio. Segundo os últimos números do Instituto Nacional Ricardo Jorge, são cerca de 400 as mortes anuais, no nosso país, devidas ao frio.
2019 foi um ano em que o mundo assistiu a uma mobilização à escala global sem precedentes, clamando por urgente intervenção contra as alterações climáticas capaz de parar a desgraça, inverter a tendência catastrofista e projetar um futuro sustentável.
Quando ouvir o Governo dizer que não há margem para descer IVA da luz, investir em equipamentos do SNS ou reforçar programas de habitação, lembre-se que nunca ouviu esse argumento quando se trata de injetar dinheiro na Banca.
A proposta de orçamento apresentada por Mário Centeno é insuficiente porque falha no essencial: não tem um desígnio. Sem ideias, resume-se a um objetivo contabilístico: o superávit.
O episódio dos dois mil euros pagos à mulher do presidente do Crédito Agrícola pode ter entrado no anedotário nacional mas se acrescentarmos vários zeros à direita notaremos fenómenos comparáveis que fizeram a história recente.