Em todo o mundo, os neoliberais fazem fila para pedir a intervenção do Estado. A segurança só existe no depauperado e corajoso Serviço Nacional de Saúde.
A crise económica provocada pela Covid-19 será longa e profunda. Para a enfrentar, o Estado terá de entrar em campo como poucas vezes vimos, para apoiar o emprego, as empresas e a produção.
O primeiro-ministro já o admitiu: considerando a evolução da pandemia em Portugal, é provável que as escolas não abram portas no terceiro período. O que fazer então para que este ano letivo acabe da melhor forma possível?
Na luta forte que ainda há a fazer pela redução, tão biologicamente necessária, da jornada de trabalho, conhecer a coragem e determinação dos operários e trabalhadores de há 170 anos, pode ser uma poderosa alavanca…
O que é exigido de nós? Saber viver com a realidade, manter a sanidade mental e a frieza racional. Responsabilidade individual em nome de uma segurança coletiva, com solidariedade e interajuda para que ninguém fique para trás.
Para além das experiências de outros países e do debate económico e jurídico, há uma urgência social. Portugal está já a viver uma vaga de dezenas de milhares de despedimentos e de cessações de contratos precários (como se pode ver neste site), que estão a causar um imenso desespero.
Não basta dizer que estes trabalhadores e trabalhadoras de lares são heróis ou heroínas, é necessário valorizar e enquadrar o trabalho que fazem, pagar o valor justo pelo trabalho sobre-humano que estão a realizar.
É liberal mas, meses depois de uma bela campanha de outdoors, o Estado assumiu-se na sua natureza indispensável e o Mundo encarregou-se de desabar sobre o fim das ideologias.
Continuamos a viver tempos desconhecidos. A incerteza é nossa companheira e desperta a nossa angústia. Ligamos a televisão e vamos encolhendo no sofá. As notícias não são animadoras e vêm dos quatro cantos do Mundo.
Com a pandemia do covid-19, os Liberais acordaram Intervencionistas. Em 2008 foi igual e o fim desse episódio não foi muito bom. O debate está lançado: o Estado tem de intervir? Sim. Mas onde e como?