Mesmo que o número de óbitos nos lares do sector social em Portugal não atinja proporções catastróficas, qualquer resultado será sempre de lamentar. A responsabilidade é repartida e resta saber se depois da pandemia teremos coragem e competência para corrigir tudo.
Vemos ajustes de contas em muitas empresas, milhares de despedimentos, chantagem sobre trabalhadores precários, cortes de salários, falências anunciadas.
A pandemia Covid-19 mudou a vida de todos: dos que passaram a trabalhar em casa, dos que todas as manhãs para assegurar a prestação de serviços essenciais, e também dos que viram o seu contrato de trabalho suspenso e perderam um terço do salário.
Como depois da II Guerra Mundial, o que hoje se joga na Europa e nos Estados Unidos é a afirmação da segurança humana como princípio de organização social contra a barbárie. E isso tem um nome: Estado social.
Há empresários que anunciam que vão entrar na falência, embora tenham previsto milhões de lucro para as suas empresas. O caso mais ridículo será o da conhecida “Padaria Portuguesa” que se apresentou como o alfa e o ômega do “empreendedorismo”...
Mesmo em situação de crise, as pessoas com deficiência e, especialmente, as mais severas necessitam de apoio mais amplo e efetivo. Apelo à urgência de criação de uma estratégia de apoio diferenciado para esta população na sua proteção durante a Pandemia do Covid19.
As Escolas podem - e devem - continuar a fornecer material de estudo e fichas de trabalho. Tal como os pais podem - e devem - continuar a acompanhar os trabalhos dos filhos. Mas faltam recursos, instrumentos e meios que só o Governo tem capacidade para colmatar.
Após esta epidemia talvez seja o momento de se equacionar a existência de um orçamento programático para o SNS que permita decisões de investimento que ultrapassem o simples ano civil, ou seja, uma programação mais longa no tempo.
Pedro Pires da Rosa, deputado municipal do PS em Aveiro, escreve no Público que perante a crise social provocada pela pandemia a solução é a austeridade e desde logo reduzir os salários no público. Um artigo que merece alguma resposta, para não começar a fazer caminho.
É altura de, frente a todo o mundo, as e os ecossocialistas anunciarem uma nova visão do mundo, dos seus objectivos e das suas estratégias para oferecer um futuro à Humanidade, derrotando a miséria histórica, moral e biológica do capitalismo.