Há seis sábados seguidos que milhares de islandeses protestam nas ruas contra a forma como o governo está a gerir a crise financeira e, mais recentemente, contra o acordo alcançado com o FMI, que acusam de devastar o sistema de bem-estar social do país. Na última manifestação a polícia usou da força para impedir um grupo de libertar um dos manifestantes que se encontrava preso.
A Polícia islandesa usou gás lacrimogénio para dissolver um grupo de manifestantes que tentavam entrar numa esquadra em Reykjavik e pedia a libertação de um companheiro preso dias antes na sequência dos protestos. Minutos após dispersar os manifestantes, a Polícia soltou o detido, que terá pago fiança.
A manifestação deste sábado juntou cerca de 6 mil pessoas. Reivindicou-se a realização de eleições antecipadas e houve palavras de ordem contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) por atentar contra o sistema de bem-estar social islandês, através das contrapartidas que impõe ao empréstimo de 2,1 mil milhões de dólares.
Um dos oradores do evento deste sábado, a estudante de direito Katrin Oddsdottir, afirmou que caso o governo não convoque novas eleições numa semana, as pessoas vão invadir o Parlamento e outros edifícios do governo. "Protestos pacíficos são feitos em tempos de paz, mas a Constituição e a democracia estão sob ataque", discursou Katrin, que acusa o governo de ter transformado a Islândia no país mais endividado do mundo.