Oxfam alerta para crise humanitária em Gaza

25 de junho 2007 - 13:03
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Mahmud Abbas com o rei da Jordânia, Abdullah, 24 de Junho - Foto da LusaNum comunicado dilvulgado hoje, a organização humanitária Oxfam condena o bloqueio israelita a Gaza, alertando para o risco de uma crise humanitária iminente, caso não seja autorizada a distribuição de alimentos e medicamentos ao 1,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza. Segundo as Nações Unidas, dentro de dias acabam os alimentos, o combustível é escasso e há poucos medicamentos essenciais em Gaza.

A organização não governamental faz o apelo, no dia em que o presidente da autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e o primeiro ministro de Israel, Ehud Olmelrt, reúnem em Sharm el Sheij, no Egipto, com a presença também do presidente egípcio e do rei da Jordânia, para debaterem o processo de paz Israel/Palestina. O encontro insere-se na perspectiva de Israel, dos EUA e da UE de apoio ao presidente da Autoridade Palestiniana.

A Oxfam pede a todas as partes envolvidas no conflito que assegurem que a ajuda humanitária chega aos destinatários e que a abertura das fronteiras da faixa seja um assunto prioritário na agenda da reunião de hoje, no Egipto. A ONG pediu ainda ao primeiro-ministro israelita, que levante imediatamente o bloqueio, e às autoridades palestinianas, para que assegurem que os funcionários das agências humanitárias possam distribuir os bens necessários.

Todos os dias devem entrar, na Faixa de Gaza, 100 camiões com ajuda humanitária, para responder às necessidades da população. A Faixa depende completamente da entrada de meios por via de Israel, que tem também o controlo do abastecimento de água, energia e combustível ao território. Israel encerrou as fronteiras com a Faixa de Gaza, desde que o Hamas tomou o controle do território, pelo que actualmente, apenas entram 20 camiões por dia no território, dos 100 minimamente necessários.

"Reter a ajuda leva a um sofrimento incalculável de toda população", referiu Jeremy Hobbs, director da Oxfam Internacional, defendendo o fim imediato de todas as sanções.

Hobbs manifestou-se ainda preocupado com a possibilidade de as conversações, que começam hoje no Egipto, ignorarem as necessidades humanitárias da população de Gaza.