Gaza embargada, Hamas ilegalizado

17 de junho 2007 - 16:33
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gaza_2O novo Governo palestiniano é composto por 14 ministros, nenhum deles do Hamas. O presidente palestiniano Mahmoud Abbas emitiu dois importantes decretos: um que permite ao novo executivo, liderado por Salam Fayyad, governar sem a aprovação do parlamento em que o Hamas tem a maioria; outro que determina a ilegalização do Hamas "por terem levado a cabo uma rebelião armada contra a legitimidade palestiniana e as suas instituições".

A situação em Gaza está agora mais complicada, não devido a novos confrontos, mas porque Israel apertou o embargo a esta região. "Israel reforçará o isolamento da Faixa de Gaza e não vai deixar passar nada, excepto electricidade e água", afirmou à rádio militar Ben Eliezer, membro do gabinete de segurança.

O novo executivo da Palestina é composto por 14 ministros, nenhum do Hamas, e pode governar sem a aporvação do parlamento. Além disso, o novo primeiro-ministro Salam Fayad, anunciou que vai congelar as contas bancárias do anterior governo, encabeçado pelo líder do Hamas Ismail Haniye.

Paralelamente, Abbas decretou a ilegalização do Hamas. "A Força executiva e as milícias do Hamas são consideradas fora-da-lei por terem levado a cabo uma rebelião armada contra a legitimidade palestiniana e as suas instituições. Será punida toda a pessoa cuja ligação ao Hamas ficar provada, segundo as leis em vigor e as disposições do Estado de emergência", indicou Abbas no decreto.


Enquanto o Hamas continua a não reconhecer autoridade ao novo governo nomeado pelo Presidente Abbas, considerando-o "ilegítimo e ilegal", já Israel considera que o novo executivo será um interlocutor efectivo, por não ter nenhum ministro do Hamas e responsáveis americanos vêem com bons olhos o fim do embargo à Ciisjordânia, mantido pela comunidade internacional como reacção à vitória do Hamas nas últimas legislativas.

Na Cisjordânia, perante os ataques a edifícios governamentais que as forças da Fatah levaram ontem a cabo, o Hamas ameaça levar a guerra para esta região, se a Fatah não travar o "terrorismo" contra o grupo islâmico.

Em Gaza a situação está agora mais complicada. Não por causa dos confrontos, que acalmaram, mas precisamente devido ao aprofundamento do embargo exercido por Israel, que suspendeu o fornecimento de combustível e de outros bens importantes. Começam a faltar alimentos e regista-se uma subida generalizada dos preços. "Israel reforçará o isolamento da Faixa de Gaza e não vai deixar passar nada, excepto electricidade e água", afirmou à rádio militar Ben Eliezer, membro do gabinete de segurança. Este isolamento poderá atingir proporções dramáticas: actualmente 91% dos palestinianos de Gaza estão abaixo da linha de pobreza e o desemprego é de 74%.

Veja a notícia anterior: "Palestina: Hamas não reconhece novo governo"