Ajuda externa aflui para Abbas enquanto Gaza permanece bloqueada

19 de junho 2007 - 0:36
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posse_de_fayyadOs ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e o governo dos EUA decidiram retomar a ajuda directa ao novo governo palestiniano de Salam Fayyad, nomeado pelo presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e que não foi reconhecido pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, demitido por Abbas. Israel também anunciou que vai pagar ao governo de Fayyad impostos devidos aos palestinianos e que Telaviv vinha sequestrando. Ao mesmo tempo, a Faixa de Gaza, que permanece sob controlo do Hamas, continuava com as fronteiras fechadas. O Irão denunciou que o novo governo é contrário à democracia. A Rússia pediu a Fayyad que dialogue com todas as forças palestinianas, incluindo o Hamas.

A Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, declarou que a Casa Branca decidiu retomar plenamente a ajuda económica ao governo palestiniano e normalizar as relações económicas e comerciais entre Washington e Ramallah.

Poucos minutos antes, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 países da UE, reunidos em Bruxelas, decidiam igualmente a "normalização imediata das suas relações com a Autoridade Palestiniana", suspensas depois da chegada do Hamas ao poder, pela força das urnas.

A ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni, que estava presente na reunião, anunciou que vai haver uma evolução "espectacular" na liberdade de movimentos dos palestinianos da Cisjordânia, ao mesmo tempo que dizia que Israel vai desbloquear 800 milhões de dólares de direitos alfandegários devidos aos palestinianos.

Livni disse ainda que agora a situação na Palestina é clara, já que, segundo ela, antes era difícil fazer a distinção entre Hamas e Fatah, aliados no governo.

Israel retomou o fornecimento de combustível a Gaza, que tinha interrompido, mas deu ordens para bloquear qualquer carregamento para o território.

Washington deixou bem claro que quer acelerar as conversações entre Abbas e Israel, ao mesmo tempo em que impõe um isolamento ao Hamas do ponto de vista económico, diplomático e militar em Gaza.

O Irão, por seu lado, condenou o governo de Fayyad, afirmando que "é contrário à democracia e acentua as tensões políticas na Palestina ocupada." Teerão afirma sempre ter aconselhado os grupos palestinianos a realizar conversações para reforçar o governo de Ismail Haniyeh, "porque estimamos que as acções que enfraqueçam este governo não são úteis", disse Mehdi Mostafavi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

Por seu lado, Moscovo pediu ao novo governo palestiniano que dialogue com todas as forças palestinianas, incluindo o Hamas, normalizando a situação e melhorando as condições humanitárias nos territórios palestinianos.