O partido democrata-cristão flamengo CD&V/N-VA foi o partido mais votado nas eleições de Domingo na Bélgica, tendo elegido 30 deputados em 150.
O segundo partido mais votado foi o Movimento Reformador (MR), partido de direita francófono, que elegeu 23 deputados. Os socialistas foram derrotados em toda a Bélgica, ao contrário dos verdes que obtêm significativa vitória.
Apesar da vitória de forças de direita em todas as regiões, a constituição do novo governo é conflitual devido às exigências de reforma de Estado por parte da direita flamenga, em prejuízo da região francófona.
"Waterloo socialista" é o título do jornal belga Le Soir de 2ª feira. Nas eleições realizadas Domingo os socialistas perdem em toda a Bélgica. Na Flandres perderam 9 lugares, ficando com 14 mandatos. Na Valónia, zona francófona, os liberais de direita tornaram-se o partido mais votado, pela primeira vez desde 1946, e os socialistas perderam cinco deputados, ficando com 20.
A Bélgica é composta por três regiões: a Valónia no sul, zona francófona, com cerca de 60% do território e 30% da população; a região de Bruxelas, zona bilingue, área muito pequena com cerca de 1/10 da população e totalmente encravada na Flandres; a Flandres, com 60% da população e falando flamengo.
O primeiro ministro, Guy Verhofstadt, do partido liberal flamengo Open VLD, já apresentou a sua demissão. O seu partido elegeu 18 deputados, tendo perdido 7.
A extrema direita flamenga, Vlaams Belang, foi o terceiro partido mais votado na Flandres, apesar de ter perdido um deputado.
Os democratas cristãos flamengos vão encabeçar o novo governo e procuram constituir uma aliança maioritária com outros partidos. A conflitualidade, no entanto, é grande já que exigem uma reforma do Estado, que afectará os interesses da região francófona, e estão seguros não só de serem o partido mais votado, como do peso do nacionalismo flamengo nos resultados eleitorais. "A Flandres está mais à direita que nunca", refere o Le Soir.
Os verdes obtiveram uma significativa vitória em toda a Bélgica. Na Valónia (partido Ecolo) elegeram oito deputados, ganhando quatro, na Flandres o partido Groen, que não tinha deputados, elegeu quatro.