Cultura

O sistema escolar do futuro deve assegurar que nenhuma disciplina tenha o monopólio da excelência e de proporcionar maior prestígio social. Uma escola democrática deve desierarquizar saberes e reduzir diferenças de valor simbólico e social entre tipos de capacidades intelectuais. Por Christian Laval e Francis Vergne.

O tecido social desgastou-se devido ao isolamento, à alienação e à falta de segurança material. O que muita gente procurava num novo Matrix era um pouco de nostalgia para aliviar a nossa muito real ansiedade coletiva. Mas o seu carácter de meta-filme torna-o muitas vezes entediante. Por Ryan Zickgraf.

O apoio financeiro da embaixada israelita ao festival de artes levou ao cancelamento de 30 eventos. O uso da arte para branquear violações de direitos humanos não é aceitável, dizem os artistas.

A indiferença atua poderosamente na história. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça mas porque a massa dos homens abdica da sua vontade. A fatalidade que parece dominar a história não é mais do que a aparência ilusória deste absentismo. Por Antonio Gramsci.

Em visita ao Espaço Júlia, a coordenadora do Bloco realçou o exemplo da associação de como deve ser feito o trabalho de resposta integrada entre forças policiais, proteção da vítima e acesso a formação e emprego.

O ciclo da companhia de teatro de Coimbra, intitulado "Trabalhos da Casa", inclui peças de Gil Vicente, Matéi Visniec e Gonçalo M. Tavares, "numa mostra de algumas das principais linhas de repertório que marcam o percurso da companhia".

A imagem do fim do mundo retratada neste filme descreve um processo inelutável sem dar lugar a nenhuma esperança. Nas nossas sociedades, passámos da negação da catástrofe à aceitação total sem mudar a nossa forma de pensar. Por Anne-Lise Melquiond.

Com o novo ano, entrou em vigor o novo Estatuto dos Profissionais da Área da Cultura. Temos expectativas, dúvidas, críticas e propostas. Mas sobretudo urgência em que nada permaneça como até agora. Artigo de Amarílis Felizes, Sara Barros Leitão e Miguel Moares Cabral

O livro Marx no fliperama é provocador. Mostra o universo dos jogos eletrónicos como palco de um intensa luta de classes e como os trabalhadores que os produzem se organizam na luta por direitos. E até na construção de seus sentidos está a crescer o desafio ao realismo capitalista. Por Rafael Grohmann.

Foi um dos repórteres mais brilhantes da sua geração, dramaturgo, dirigente sindical e associativo e militante antifascista. Mas o 50º aniversário da sua morte passou despercebido. Por Miguel Pereira.

Em maio, a ministra da Cultura afirmava esperar que o setor cultural beneficiasse “do consumo noutras áreas”. Afinal, foi a restauração a ficar com a esmagadora maioria da verba que foi, aliás, menos de metade da prevista pelo Governo.

O renovado museu, em São Paulo, considera que a obra do escritor tem “uma grande projeção no Brasil” e vai realizar atividades culturais em parceria com a Fundação José Saramago.

O livro fala de futuro. É verdade. Mas fala sobretudo de presente. Não de um presente estático ou de uma coleção de instantes que, em instantes, já pertencem ao passado, mas de um presente que projeta e que cria e que, por isso mesmo, deve ser (re)pensado. Por Sofia José Santos

Dez anos passados da morte de Bernardo Sassetti, a Cinemateca Portuguesa mostra uma dúzia de filmes com bandas sonoras do compositor que iniciou a sua ligação ao cinema nesta instituição.

Esmat Elhalaby, professor na Universidade de Toronto, foi o vencedor da primeira edição do Prémio atribuído pelo Instituto de História Contemporânea da FCSH/UNL e pelo Padrão dos Descobrimentos.