De ascendência palestiniana, Esmat Elhalaby, é especializado em História do Médio Oriente e do sul da Ásia. Venceu o prémio Amílcar Cabral com o artigo "Empire and Arab Indology", publicado na revista Modern Intellectual History, do universo da Cambridge University Press.
De acordo com o júri, o artigo apresenta “uma abordagem particularmente inovadora a um tema pouco estudado, o percurso de Wadi’Al-Bustani, advogado, ativista, poeta, tradutor e comentador de obras canónicas da indologia para o árabe”.
O júri, constituído por Manuela Ribeiro Sanches (Instituto de História Contemporânea), António Tomás (Universidade de Joanesburgo) e Francisco Bethencourt (King’s College London), atribuiu ainda duas menções honrosas, a Oliver Crawford, da London School of Economics, e a Ismay Milford, da Universidade de Edimburgo.
O Prémio Amílcar Cabral foi criado em 2021 pelo Instituto de História Contemporânea, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e pelo Padrão dos Descobrimentos, para reconhecer estudos científicos sobre "as resistências anticoloniais" desde o século XV até à atualidade.
O prémio toma o nome de Amílcar Cabral (1924-1973), político, intelectual e um dos fundadores do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que “contribuiu de forma singular para o fim do colonialismo europeu em África”, de acordo com a organização.
O podcast Convocar a História, com Fernando Rosas dedicou um programa precisamente a Amílcar Cabral, que pode ser ouvido aqui.