É mais uma “paralisação pacífica” dos estafetas, em reação à compressão dos valores pagos pelas aplicações digitais. É uma greve? Na substância, sim, é uma greve. Uma greve de quem não pode, formalmente, fazê-la.
Neste momento impõe-se impedir a todo o custo a continuação do massacre de palestinianos, estabelecer negociações para a libertação dos reféns, e evitar que o conflito alastre sob que pretexto for, não permitindo a construção de mais colonatos em território palestino.
O tempo é de disputa de hegemonia na sociedade e no espaço público e de testemunho programático próprio de cada força política. Mas é também, urgentemente, de diálogo e de articulação das forças da oposição à esquerda, que devem começar desde já.
Foram 48 anos de ditadura e, no ano em que se assinalam 50 anos do 25 de Abril, há um deputado fascista por cada ano do regime que querem trazer de volta. Ainda assim, não iremos baixar os braços.
Estamos caminhando lentamente para um cenário pós-eleitoral onde voltamos a ter um país inteiro esquecido. Uma parte do país que não se sente representada, não se sente ouvida e que se sente sobretudo isolada. Adiar essas questões só perpetua o ciclo de desigualdades que temos vindo a enfrentar.
A política mudou e, com isso, a forma de a fazer. A habilidade para formar avenidas nos atuais becos sem saída dependerá de uma geração antifascista 2.0. Novas sínteses para avermelhar programas socialmente mais amplos.
O movimento climático não é isto. Não confunde aliados com adversários e não se revê na lógica demagógica que pretende falar pelas “pessoas” e contra os “políticos”.
O Bloco de Esquerda dará corpo a uma oposição popular ao governo da AD, contrariando as suas políticas privatizadoras e securitárias, e a previsível osmose entre PSD e CH que se irá disputar na estabilização do governo.
Só o voto útil no Bloco de Esquerda garante a eleição de Deputadas e Deputados que farão uma aposta forte na valorização dos salários e das pensões, na baixa de impostos, no combate sem tréguas à pobreza e na defesa de serviços públicos essenciais.