Que Luanda albergará um novo presidente, não há dúvidas. Que a oligarquia do MPLA, que tem saqueado o país sob o comando da família dos Santos, deixará de controlar os seus destinos, isso é outra história.
Dizem-nos que tudo é fácil, prémios, sorteios, viagens, cartões de crédito, telemóveis. As empresas não vendem, distribuem. A finança não empresta, entrega. Não há contratos, há palavras doces. É um mundo maravilhoso.
Depois dos metadados vem agora a videovigilância. E, com a legitimação de ambos, é uma mesma visão preconceituosa e suspeitosa sobre cada um de nós que se instala. A sociedade da pan-vigilância é a sociedade da pan-suspeita.
A Lei que permite o acesso das secretas a metadados de comunicações e internet trata todos os cidadãos como suspeitos. Ao contrário do que disse o Presidente da República, é inconstitucional e não reúne “consenso jurídico”.
Estamos agora pior do que em 2007: quando nos aproximarmos da próxima crise, teremos mais desemprego, menores proteções sociais e juro tão baixo que há pouca margem para soluções de emergência.
Viseu tem um óptimo serviço de abastecimento de água ao domicílio e saneamento de águas residuais, que adopta a forma jurídica de Serviços Municipalizados.