Se o trabalho sexual não é trabalho, é o quê? A polémica em torno da proibição ou não do termo parece pois ser uma cortina de fumo para um outro debate.
O que os exemplos alemães mostram é a rapidez com que assistimos à normalização e naturalização da extrema-direita no espaço público europeu, e o quanto isso é preocupante.
A desumanização do tempo é uma marca do produtivismo em que vivemos. Sem nos darmos conta, estamos a entrar na cultura em que sonambulismo e exaustão são virtudes e em que desligar é um defeito.
A exuberante manchete do “Sol” na semana passada (“O mistério da casa de férias do deputado João Galamba”) é um exemplo de escola sobre o que é o jornalismo de sarjeta.
Na campanha para as eleições autárquicas de 2017, Santana Lopes assegurava, a alto e bom som, o quanto estava na moda bater no PSD. Menos de um ano depois, prefere fragmentá-lo em pedaços...
Se há coisa que o episódio do vídeo “simpático” demonstra é que estas velhas obsessões com a troika cortista se mantêm na “propaganda norte-coreana” da austeridade.
A resposta ao enunciado da pergunta do título é complicada, porém, inescapável. É complicada porque respostas simples, seja o sim ou o não, são insatisfatórias.