A tese de que uma ditadura pode ser o caminho para o sucesso de medidas económicas liberais tem colossais consequências e explica tanto a satisfação de Hayek e Friedman com Pinochet quanto à atual deriva autoritária dos seus novos discípulos.
Insistir que será o mercado a resolver os problemas que criou, como o caso do comércio de carbono, é premiar os grandes poluidores e agravar preços aos mais carenciados. Basear a resposta ao caos climático em estratégias de fiscalidade verde é insuficiente e um erro repetido.
A falta de ambição transformadora é a marca da governação atual e a forma como foi concebida e será executada a bazuca de dinheiros europeus é a confirmação inequívoca de que assim vai ser. Não se tocará em nada de verdadeiramente essencial.
Só um centro de vacinação foi entregue a um privado. Cortesia de Rui Moreira, com a anuência (pelo menos passiva) do governo. A multinacional suíça é dirigida em Portugal por Luís Menezes, ex-deputado pelo PSD.
O editorial de Manuel Carvalho é grave porque faz parte da barreira contra o questionamento da política da guerra. Essa barreira tenta ostracizar quem faz perguntas incómodas e esquece-se de questionar quem ganha com os milhões da guerra.
Quando o assunto é saúde pública e pandemia, conviria o maior recato e prudência. Infelizmente, a comunicação do "dossier" da vacinação de crianças e adolescentes entre os 12 e os 15 anos foi um desastre de coordenação entre o poder político e a esfera técnica da saúde.
O argumento do portuguesismo desconhece a realidade do desporto e do nosso país que sempre foi uma encruzilhada de migrações. Só podemos agradecer e festejar com Pedro Pichardo a sua medalha, tão portuguesa como o pastel de nata.
Pensar que Bolsonaro é seduzível para a convivência da CPLP é ignorar como ele se move ou que o Brasil é o seu mundo. A extrema-direita brasileira só cuidará da sua penosa sobrevivência.
Os direitos laborais que hoje consideramos condições de civilização são o produto de séculos de resistência e luta. Foram consagrados pelas forças progressistas em momentos de conflito com os poderes instituídos.
No passado dia 18 de junho, Santana Lopes avisou os figueirenses que voltava 20 anos depois para "pôr ordem" no concelho. O tom do aviso deixava a sensação de que a Figueira era uma cidade de espíritos medianos a precisar urgentemente de um guia para nos emergir das trevas e do caos.
O desenvolvimento destas ciberarmas é global e um investimento bastante lucrativo. Até quando estes interesses obscuros falarão mais alto do que as nossas liberdades?
A Groundforce dedicou-se a ser uma empresa de "handling" de pressão, intolerável, sobre os seus 2400 trabalhadores, perita em "bullying", utilizando os trabalhadores como plataforma de pressão.