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Três dias de greve dos trabalhadores do “picking” da Superbock atrasaram 11 camiões

Os trabalhadores reivindicam o mesmo acordo salarial que os seus colegas manobradores de cargas da Leta. O sindicato acusa a empresa de ter antecipado turnos e substituído grevistas, violando o direito à greve.
Fábrica de cervejas. Foto da CGTP.
Fábrica de cervejas. Foto da CGTP.

Os trabalhadores de 'picking' da Leta, empresa que presta serviços logísticos em regime de exclusividade para a Superbock, fizeram três dias de greve da qual resultaram atrasos em onze camiões de entregas para cafés, restaurantes e supermercados do Grande Porto.

Haverá ainda "repercussões acentuadas nas encomendas durante os próximos dias" segundo afirmou à agência Lusa José Eduardo Andrade, dirigente do Sintab, Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal.

Este explicou que a greve teve dois períodos distintos: durante o dia apenas aderiram “dois ou três do total de 15 a 20 trabalhadores", mas à noite a adesão foi "quase total". O dirigente sindical esclarece que “os trabalhadores do turno de dia deram conta aos dirigentes sindicais de que concordavam com os motivos da greve, mas tinham receio de sofrer represálias, fruto de ameaças proferidas pelas chefias de os transferir de posto de trabalho e da retirada de subsídios”.

Para além disso, criticou ainda a administração pela "prática de ilegalidades" durante a greve como "a antecipação do turno de dia e a substituição de trabalhadores em greve", anunciando queixas à Autoridade para as Condições de Trabalho. O Sintab tinha já apresentado queixa da Leta e da Superbock por terem tentado impedir os trabalhadores de realizar um plenário no seu posto de trabalho.

Uma das reivindicações centrais destes trabalhadores é a aplicação às suas funções do acordo que os manobradores de cargas da sua empresa conseguiram no ano passado e do qual resultam atualizações salariais "em função do aumento do salário mínimo, num mínimo de 30 euros" nos próximos três anos. Acusam a administração de “falta de resposta” a estas reivindicações. Apesar de ter “batido este ano recordes de preparação de encomendas na secção do 'picking'" e de, com o fim do serviço de marketing operacional, terem passado a ter a função adicional de "preparação do material de ponto de venda", que inclui desde a montagem de publicidade a guarda-sóis.

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