Os perto de 1.300 trabalhadores do Grupo Superbock e a sua Comissão de Trabalhadores souberam na tarde desta terça-feira do despedimento de mais de uma centena de entre eles.
A empresa sediada em Leça do Balio diz que a causa é “a realidade atual é complexa e inédita e, num mundo cada vez mais volátil” que resultou numa “significativa redução da atividade” e que a sua prioridade “é, e será sempre, a sustentabilidade da empresa, adequando de forma contínua a sua estrutura às necessidades atuais e futuras do negócio”.
Fala-se assim em “defender e proteger a sustentabilidade do grupo” num “cenário de recessão previsto para o futuro próximo”.
Sindicato acusa Super Bock de substituir trabalhadores “por outros mais baratos”
Para além da marca de cerveja, a antiga Unicer comercializa marcas como a Vitalis, a Vidago, a Pedras Salgadas e a Frutea. O grupo não anunciou ainda quem será despedido, uma vez que do seu comunicado consta apenas a referência de que o “reajustamento” “afetará cerca de 10% da força de trabalho em diferentes áreas da organização”. Mas sabe-se que o processo arranca já este mês. Antes da pandemia, no início do ano passado, tinha sido encerrado o centro de produção de água no Caramulo que tinha 26 trabalhadores. Em 2016, ainda se chamava então Unicer, e tinha fechado a fábrica de refrigerantes de Santarém que produzia o Frisumo e a Frutea onde trabalhavam à volta de 70 funcionários. Ao mesmo tempo, na sede de Leça do Balio também foram dispensados 65 trabalhadores.
A empresa é detida, desde fevereiro de 2018, pelo grupo português Violas (em 56%) e pela dinamarquesa Carlsberg (em 44%). Em novembro do ano passado tinha anunciado um investimento de 2,5 milhões de euros para ampliar e modernizar a plataforma logística de Santarém. No seu último relatório e contas conhecido, de 2018, o grupo tinha registado resultados líquidos de 51,3 milhões de euros.