Segundo a empresa, a adesão foi de 60% na Transtejo e de 72% na Soflusa, na quinta-feira, e de 55% na Transtejo e 65% na Soflusa, na quarta-feira. Em nota divulgada na quarta-feira, 16 de junho, à tarde, a FECTRANS (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações – CGTP) indicou que “as greves na Transtejo e na Soflusa registaram uma adesão quase total dos trabalhadores que levou à paralisação de toda a atividade destas empresas”.
Paulo Lopes, da FECTRANS, disse à Lusa esta quinta-feira que a adesão no período da manhã “foi bastante boa”, refletindo a “grande insatisfação e indignação dos trabalhadores pela maneira como o Governo está a tratar os trabalhadores”. O sindicalista acrescentou que na manhã desta quinta-feira, no Barreiro, funcionaram apenas os serviços mínimos e de Cacilhas houve apenas uma tripulação que fez uma carreira.
“Podemos dizer que a luta está a ser bastante positiva”, sublinhou Paulo Lopes, adiantando à Lusa que será realizado um plenário, ainda sem data marcada, para fazer um balanço da luta e decidir novas iniciativas. Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa já tinham realizado a 20 de maio uma greve parcial semelhante, mas durante três dias.
A FECTRANS acusa a administração da empresa de não discutir nem negociar com os representantes dos trabalhadores e defende que estes têm razão na defesa da revisão anual dos salários.
Em comunicado distribuído aos utentes da Transtejo, a FECTRANS afirma que “são duas razões centrais da nossa luta”:
- a revisão do Acordo de Empresa(AE), cuja proposta da administração/governo é de um aumento 0,33€/dia para 1 trabalhador e ZERO para os restantes 238;
- questões relativas aos novos Navios Elétricos, aos tempos de viagem eaos carregamentos das baterias.
No comunicado distribuído na SOFLUSA, a FECTRANS assinala que:
- em relação à revisão do AE, a proposta da administração/governo é de um aumento 0,33€/dia para 20 trabalhadores e ZERO para os restantes 120;
- a segunda questão, refere-se às questões da segurança, derivadas do aumento das lotações dos navios, sem que aumente o número de tripulantes.
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre Lisboa e Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria/Porto Brandão e a Soflusa garante as ligações entre Lisboa e Barreiro.