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Bloco questiona condições para aumento de lotação na Soflusa

Isabel Pires e Joana Mortágua perguntam ainda porque se mantêm encerrados os bares dos barcos da empresa na ligação entre a Margem Sul e Lisboa e quando poderão reabrir.
Barco da Soflusa. Foto de Diogo Barreiro/Wikimedia commons.
Barco da Soflusa. Foto de Diogo Barreiro/Wikimedia commons.

As deputadas bloquistas Isabel Pires e Joana Mortágua questionaram esta quarta-feira o Ministério do Ambiente e Ação Climática sobre as alterações à lotação dos navios da Soflusa na ligação Lisboa/Barreiro e a manutenção do encerramento dos bares nos barcos da empresa.

O Bloco diz ter tido conhecimento, através de um comunicado da Fectrans, da vontade da administração da Soflusa de aumentar a lotação máxima, nomeadamente na ligação Lisboa/Barreiro. A Federação Sindical indica que se passará dos atuais 600 lugares disponíveis por embarcação para 700, numa primeira fase, depois para 800.

Na pergunta enviada ao Governo, o partido considera “necessário olhar para a forma como se efetua o desconfinamento gradual com condições de segurança e conforto no transporte público”. Por isso, julga, “tais alterações, a serem concretizadas, implicam uma série de modificações na estrutura dos navios, sem que nem sequer os trabalhadores que operam os navios todos os dias tenham conhecimento do plano em causa”. Assim, as deputadas querem saber e querem que seja dado conhecimento a utentes e trabalhadores do “que está em causa, qual é o plano e em que condições será, ou não, implementado”.

Pretendem ainda que o governo dê conhecimento dos estudos que fundamentaram a decisão “no que toca à estabilidade, flutuabilidade e estrutura dos navios” e “qual a implicação disto em matéria de localização de cadeiras, tarefas de tripulantes e procedimentos de embarque”.

E, uma vez que já faltavam tripulantes no período pré-pandemia, pergunta-se ainda se está pensada a contratação de mais trabalhadores.

No mesmo documento questiona-se a situação dos bares na Transtejo e Soflusa, geridos pela Eurest. Desde 16 de março que este serviço está suspenso e os cerca de vinte trabalhadores exigem regressar ao trabalho. Diz o Bloco que a “Transtejo/Soflusa insiste em manter os bares dos barcos encerrados e justifica essa decisão com o atual momento de pandemia e com as imposições vindas das autoridades de saúde.” Do governo, pretende-se saber para quando está prevista a retoma deste serviço.

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