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Trabalhadores despedidos da Saint-Gobain Sekurit levam luta à porta de António Costa

Há um mês, a empresa anunciou o despedimento coletivo. Desde então, todos os dias, os trabalhadores marcam presença à porta da fábrica. A contestação chega no sábado à residência oficial do primeiro-ministro. Os trabalhadores dizem que o silêncio do governo é “insustentável”.
Trabalhadores da Saint-Gobain de Santa Iria da Azoia à porta da fábrica. Foto da CGTP.
Trabalhadores da Saint-Gobain de Santa Iria da Azoia à porta da fábrica. Foto da CGTP.

No próximo sábado, os trabalhadores que estão a ser alvo de um despedimento coletivo na fábrica Saint-Gobain Sekurit em Santa Iria de Azoia, Loures, vão manifestar-se à porta da residência oficial do primeiro-ministro. A data marca um mês desde o anúncio público do despedimento. Desde então, todos os dias os trabalhadores têm marcado presença à porta da fábrica.

Os trabalhadores começarão a jornada de luta com uma marcha a pé desde o Largo de Santos até São Bento para reafirmar que “a intenção da empresa é inaceitável e que o silêncio do Governo é insustentável”. Em comunicado publicado na página da CGTP, acusam a empresa de querer encerrar a produção mas de pretender “manter o monopólio da comercialização do vidro automóvel em Portugal”. Isto é de querer “ficar com o negócio e com os lucros e passar a fatura dos prejuízos para os trabalhadores e a economia nacional”. Aos ministérios da Economia e do Trabalho, com os quais está agendada uma reunião para a próxima segunda-feira, exige-se que “assumam as suas responsabilidades, em tempo útil, e impeçam este atentado económico e social”, considerando o problema de “interesse nacional”.

À Lusa, Fátima Messias da Feviccom, Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, acrescenta que a organização sindical tem vindo a pedir a intervenção do Governo, explicando precisamente que isso defende “os interesses do país e o aparelho produtivo nacional dado que é a única fábrica do país que produz vidro para automóveis”. A sindicalista diz que com os milhões da União Europeia que chegarão “para ajudar à recuperação económica, certamente que pode ser encontrada uma solução para salvar esta empresa”.

A dirigente sindical contesta também o facto de a Saint-Gobain Sekurit Portugal continuar “a negar o fornecimento da informação acerca dos resultados líquidos dos seus 25 anos de laboração” e questiona: “De que tem medo a multinacional? De assumir que poderá ter tido, neste período, cerca de cem milhões de euros de lucros?”.

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