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Trabalhadores da RTP querem representante na administração

Comissão de Trabalhadores e sindicatos marcaram eleições para 3 de fevereiro para escolher representantes nos Conselhos de Opinião e também na Administração da empresa, que continua a recusar a sua presença.
Estúdio da RTP
Foto de Pedro Pina-RTP/Flickr

Os trabalhadores da RTP não desistem de voltarem a ter assento no Conselho de Administração da empresa pública de rádio e televisão. No boletim da Comissão de Trabalhadores (CT) divulgado esta quarta-feira, este órgão representativo lembra que foi eleito “com o compromisso de se empenhar em que os trabalhadores tivessem a sua representação nos órgãos sociais da empresa”.

Apesar dos estatutos da RTP, aprovados pelo Governo PSD/CDS quando Miguel Poiares Maduro era titular da pasta, preverem apenas três elementos no Conselho de Administração, excluindo a representação dos trabalhadores, estes argumentam com o artigo da Constituição que confere o direito às CT de promoverem a eleição de representantes para os órgãos sociais de empresas pertencentes ao Estado ou a outras entidades públicas.

Mais pacífica é a representação no Conselho de Opinião, com a CT a receber luz verde do presidente deste órgão, Manuel Coelho da Silva, para que os trabalhadores ali estejam representados.

“Direitos laborais não podem ser confinados”

No mesmo boletim, a CT chama a atenção para o aumento do ritmo dos contágios no país e também na empresa. “Na última semana, tivemos vários casos na cantina, três casos no serviço de caracterização, três casos positivos na rádio e um na redação da televisão”, alertam, apelando ao cumprimento das regras e sublinhando que a deteção dos casos só foi possível porque todos os trabalhadores têm acesso à testagem.

A CT denuncia em particular as condições no espaço onde trabalha a equipa de cabeleireiros e maquilhadoras. Um espaço “demasiado pequeno, sem arejamento direto” e que todos os dias “recebe dezenas de pessoas, entre trabalhadores da RTP e convidados”. A solução passa por “desenhar novas instalações ou redesenhar as atuais de modo a permitir um maior conforto e, sobretudo, mais segurança a quem ali trabalha e a quem necessita de recorrer a este serviço”.

O boletim critica ainda a atitude de alguns fornecedores da empresa que têm tentado aproveitar-se da pandemia para “sonegar direitos” aos seus trabalhadores, como no caso do atraso do pagamento dos trabalhadores das cantinas. “As medidas de confinamento não equivalem a silenciamento. Deve desenganar-se rapidamente quem pensar que pode abusar da cortina de fumo pandémica para calar a voz dos trabalhadores e para arrecadar proventos indevidos”, conclui o comunicado da Comissão de Trabalhadores.

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