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Trabalhadores da Groundforce com salário de fevereiro em atraso

A Groundforce fica sem um novo apoio do Grupo TAP e informa aos cerca dos 2.400 trabalhadores que vão ficar com o salário de fevereiro em atraso até o processo de empréstimo bancário ficar finalizado.
Foto de J Mark Dodds | Flickr

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP) denunciou que os 2.400 trabalhadores da Groundforce não vão receber o salário de fevereiro, depois da empresa ter informado para este facto.

O sindicato refere que “é lamentável que esta situação não tenha sido transmitida às organizações representativas dos trabalhadores em comunicação prévia face a um cenário de tal gravidade.

Numa carta dirigida aos trabalhadores, citada pela agência Lusa, o presidente do conselho de administração da Groundforce, Alfredo Casimiro, informa que a empresa não tem condições para pagar os salários de fevereiro nos próximos 15 dias porque o processo de empréstimo bancário não está concluído.

O dirigente da Groundforce afirmou ainda que a empresa tem sobrevivido com o apoio da TAP, cumprindo as obrigações mínimas através de adiantamentos sobre serviços a prestar no futuro. No entanto, “o Conselho de Administração da TAP informou hoje (quinta-feira) não lhes ser possível conceder este auxílio que, acreditamos, seria o último antes da contratualização do empréstimo bancário com garantia de Estado.

O STTAMP recorda em comunicado que a Groundforce “é uma empresa do grupo TAP participada pela companhia aérea em 49,9%, pelo que, causa espanto, que estando a companhia aérea em programa de ajuda financeira do Estado, faça repercutir as suas dificuldades financeiras diretamente numa empresa do grupo, sob forma de não pagamento das remunerações de cerca de 2.400 trabalhadores”.

Os trabalhadores “não se conformam, nem aceitam que o pagamento dos salários possa estar refém de estratégias empresariais dos acionistas, agravados pelo facto de nem o acionista TAP nem o privado terem, durante todos estes meses, procurado soluções com vista a garantir a sustentabilidade”.

“A situação de não pagamento das remunerações do mês de fevereiro terá um efeito social de enorme impacto, com consequências ainda por quantificar, agravando exponencialmente as dificuldades que já há meses se fazem sentir nos milhares de agregados familiares destes trabalhadores”, aponta o sindicato, e acrescenta que os trabalhadores vão reunir-se amanhã, sábado, para desenvolverem um conjunto de ações necessárias de forma a exigir respostas.

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