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Stiglitz diz que escassez de vacinas se deve ao lucro das farmacêuticas

O Nobel da Economia diz que os fabricantes de vacinas estão a limitar a produção “para manterem os preços altos”. Com isso atrasam a proteção da população mundial e abrem caminho a mutações mais perigosas, alerta.
Joseph Stiglitz
Joseph Stiglitz. Foto de J.Barande - École polytechnique/Flickr

Em entrevista ao programa Democracy Now, apresentado por Amy Goodman, o Nobel da Economia Joseph Stiglitz responsabilizou a indústria farmacêutica pela escassez na oferta de vacinas que possa proteger a população mundial.

“A verdadeira causa está na falta de oferta. Não há nenhuma razão para que, mais de um ano desde o início da covid-19 e de termos encontrado vacinas que funcionem, exista esta escassez na oferta. A economia de mercado tem a capacidade para produzir esteas vacinas. Receio que estejam a limitar a produção para manterem os preços altos”, afirmou Stiglitz, dando o exemplo do líder  da Pfizer, que “dizia esperar que pudesse vender cada dose por 175 dólares, algo que custa muito, muito menos do que isso”.

“Para mim, a prioridade devia ser aumentar a produção para que haja oferta para toda a população mundial”, defendeu o economista norte-americano, sublinhando que “só estaremos seguros quando todo o mundo estiver seguro. Enquanto a doença se disseminar nalguma parte do mundo, existirão mutações. E sabemos que essas mutações podem ser mais contagiosas, mais perigosas e até mais resistentes à vacina”. Por isso, “é no nosso próprio interesse que temos de conseguir controlar a doença em todo o lado”, rematou.

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