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Setúbal sai à rua contra o caos da Carris Metropolitana

Falta de autocarros e motoristas, horários não cumpridos, passageiros que ficam horas à espera nas paragens. A situação agravou-se com o início do ano escolar e a autarquia apela ao protesto nas ruas este sábado contra o "mau serviço" da empresa Alsa Todi.
Foto: Câmara Municipal de Setúbal.

A Câmara de Setúbal está farta das "desculpas" da empresa Alsa Todi, detentora da concessão para operar sob a marca Carris Metropolitana nos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo, Moita e Alcochete. Quatro meses após o início da concessão, as queixas multiplicam-se por causa das esperas intermináveis dos utentes nas paragens, dos autocarros que nunca aparecem, da falta de informação por parte da operadora e de respostas às reclamações apresentadas.

Por isso, as autarquias do concelho decidiram convocar um protesto para este sábado, 1 de outubro, com início às 10h30 na Praça Vitória Futebol Clube, junto do Estádio do Bonfim, e que segue depois para o Interface de Transportes de Setúbal.

Apesar das reuniões semanais com a empresa, a Câmara de Setúbal não vê as soluções a aproximarem-se. “Há sempre desculpas que nos criam expectativas que as coisas vão melhorar. Em todas as reuniões pedem sempre mais quinze dias para resolver os problemas, mas a qualidade atual do serviço continua a ser manifestamente insuficiente”, afirmou André Martins este sábado na segunda das cinco sessões públicas organizadas para debater o problema com a população.

“Acreditamos que o mais importante é denunciar publicamente a situação de forma a colocar em causa o bom nome desta empresa e prejudicá-la com uma má imagem no mercado. Isto vai afetá-los quando concorrem a outros concursos para concessão de transportes públicos”, espera o presidente da Câmara de Setúbal, sublinhando as vantagens práticas do protesto nas ruas face aos morosos caminhos das disputas judiciais com a Alsa Todi.

“Não há horários que sejam credíveis em nenhuma das plataformas disponibilizadas pela empresa. Não podemos acreditar em nada do que eles divulgam e isto é muito grave pois está em causa a vida das pessoas”, prosseguiu o autarca, citado no site da Câmara.

Se as queixas já eram muitas logo desde o arranque  da concessão, a abertura do ano letivo veio complicar ainda mais a vida de quem se desloca de transportes públicos naqueles concelhos da Margem Sul do Tejo. “Há 1400 alunos do 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário que todos os dias dependem deste transporte. É uma dimensão muito grande que tem causado muitos transtornos, com a agravante de que estamos as falar de crianças”, sublinhou a vice-presidente que acumula o pelouro da Educação, Carla Guerreiro. A Câmara garante que está a procurar alternativas junto de outras empresas para assegurar autocarros para o transporte escolar até à resolução do problema.

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